quarta-feira, 24 de junho de 2009

O peso que a gente leva...


Por Fábio de Melo

O perigo da viagem mora nas malas.


Elas podem nos impedir de apreciar a beleza que nos espera. Experimento na carne a verdade das palavras, mas não aprendo. Minhas malas são sempre superiores às minhas necessidades. É por isso que minhas partidas e chegadas são mais penosas do que deveriam.
Ando pensando sobre as malas que levamos... Elas são expressões dos nossos medos. Elas representam nossas inseguranças.. Olho para o viajante com suas imensas bagagens e fico curioso para saber o que há dentro das estruturas etiquetadas. Tudo o que ele leva está diretamente ligado ao medo de necessitar. Roupas diversas; de frio, de calor – o clima pode mudar a qualquer momento! – remédios, segredos, livros, chinelos, guarda chuva – e se chover? –, cremes, sabonetes, ferro elétrico – isso mesmo! – Microondas? – Comunique-me, por favor, se alguém já ousou levar.
O fato é que elas representam nossas inseguranças. Digo por mim. Sempre que saio de casa levo comigo a pretensão de deslocar o meu mundo. Tenho medo do que vou enfrentar.. Quero fazer caber no pequeno espaço a totalidade dos meus significados. As justificativas são racionais. Correspondem às regras do bom senso, preocupações naturais para quem não gosta de viver privações.
Nós nos justificamos. Posso precisar disso, posso precisar daquilo...
Olho ao meu redor e descubro que as coisas que quero levar não podem ser levadas. Excedem aos tamanhos permitidos. Já imaginou chegar ao aeroporto carregando o colchão para ser despachado?
As perguntas são muitas... E se eu tiver vontade de ouvir aquela música? E o filme que costumo ver de vez em quando, como se fosse a primeira vez? Desisto. Jogo o que posso no espaço delimitado para minha partida e vou. Vez em quando me recordo de alguma coisa esquecida, ou então, inevitavelmente concluo que mais da metade do que levei não me serviu pra nada.
É nessa hora que descubro que partir é experiência inevitável de sofrer ausências. E nisso mora o encanto da viagem. Viajar é descobrir o mundo que não temos. É o tempo de sofrer a ausência que nos ajuda a mensurar o valor do mundo que nos pertence.
E então descobrimos o motivo que levou o poeta cantar: “Bom é partir. Bom mesmo é poder voltar!” Ele tinha razão. A partida nos abre os olhos para o que deixamos. A distância nos permite mensurar os espaços deixados. Por isso, partidas e chegadas são instrumentos que nos indicam quem somos, o que amamos e o que é essencial para que a gente continue sendo. Ao ver o mundo que não é meu, eu me reencontro com desejo de amar ainda mais o meu território. É consequência natural que faz o coração querer voltar ao ponto inicial, ao lugar onde tudo começou.
É como se a voz identificasse a raiz do grito, o elemento primeiro.
Vida e viagens seguem as mesmas regras. Os excessos nos pesam e nos retiram a vontade de viver.
Por isso é tão necessário partir. Sair na direção das realidades que nos ausentam.
Lugares e pessoas que não pertencem ao contexto de nossas lamúrias.... Hospitais, asilos, internatos...
Ver o sofrimento de perto, tocar na ferida que não dói na nossa carne, mas que de alguma maneira pode nos humanizar.


Andar na direção do outro é também fazer uma viagem. Mas não leve muita coisa. Não tenha medo das ausências que sentirá. Ao adentrar o território alheio, quem sabe assim os seus olhos se abram para enxergar de um jeito novo o território que é seu. Não leve os seus pesos. Eles não lhe permitirão encontrar o outro.


Viaje leve, leve, bem leve. Mas se leve.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Artigo da Exame: Carpe Diem


Aí um dia você toma um avião para Paris, a lazer ou a trabalho, em um vôo da Air France, em que a comida e a bebida têm a obrigação de oferecer a melhor experiência gastronômica de bordo do mundo, e o avião mergulha para a morte no meio do Oceano Atlântico.

Sem que você perceba, ou possa fazer qualquer coisa a respeito, sua vida acabou.


Numa bola de fogo ou nos 4 000 metros de água congelante abaixo de você naquele mar sem fim. Você que tinha acabado de conseguir dormir na poltrona ou de colocar os fones de ouvido para assistir ao primeiro filme da noite ou de saborear uma segunda taça de vinho tinto com o cobertorzinho do avião sobre os joelhos. Talvez você tenha tido tempo de ter a consciência do fim, de que tudo terminava ali. Talvez você nem tenha tido a chance de se dar conta disso. Fim.


Tudo que ia pela sua cabeça desaparece do mundo sem deixar vestígios. Como se jamais tivesse existido.


Seus planos de trocar de emprego ou de expandir os negócios. Seu amor imenso pelos filhos e sua tremenda incapacidade de expressar esse amor. Seu medo da velhice, suas preocupações em relação à aposentadoria. Sua insegurança em relação ao seu real talento, às chances de sobrevivência de suas competências nesse mundo que troca de regras a cada seis meses. Seu receio de que sua mulher, de cuja afeição você depende mais do que imagina, um dia lhe deixe. Ou pior: que permaneça com você infeliz, tendo deixado de amá-lo. Seus sonhos de trocar de casa, sua torcida para que seu time faça uma boa temporada, o tesão que você sente pela ascensorista com ar triste. Suas noites de insônia, essa sinusite que você está desenvolvendo, suas saudades do cigarro. Os planos de voltar à academia, a grande contabilidade (nem sempre com saldo positivo) dos amores e dos ódios que você angariou e destilou pela vida, as dezenas de pequenos problemas cotidianos que você tinha anotado na agenda para resolver assim que tivesse tempo. Bastou um segundo para que tudo isso fosse desligado. Para que todo esse universo pessoal que tantas vezes lhe pesou toneladas tenha se apagado.


Como uma lâmpada que acaba e não volta a acender mais. Fim.


Então, aproveite bem o seu dia. Extraia dele todos os bons sentimentos possíveis. Não deixe nada para depois. Diga o que tem para dizer. Demonstre. Seja você mesmo. Não guarde lixo dentro de casa. Não cultive amarguras e sofrimentos. Prefira o sorriso. Dê risada de tudo, de si mesmo. Não adie alegrias nem contentamentos nem sabores bons.


Seja feliz. No fundo, só existe o hoje.

sábado, 20 de junho de 2009

Simplesmente...


"Pode invadir ou chegar com delicadeza, mas não tão devagar que me faça dormir. Não grite comigo, tenho o péssimo hábito de revidar. Acordo pela manhã com ótimo humor mas ... permita que eu escove os dentes primeiro. Toque muito em mim, principalmente nos cabelos e minta sobre minha nocauteante beleza. Tenho vida própria, me faça sentir saudades, conte algumas coisas que me façam rir, mas não conte piadas e nem seja preconceituoso, não perca tempo, cultivando este tipo de herança de seus pais. Viaje antes de me conhecer, sofra antes de mim para reconhecer-me um porto, um albergue da juventude. Eu saio em conta, você não gastará muito comigo. Acredite nas verdades que digo e também nas mentiras, elas serão raras e sempre por uma boa causa. Respeite meu choro, me deixe sózinha, só volte quando eu chamar e, não me obedeça sempre que eu também gosto de ser contrariada. ( Então fique comigo quando eu chorar, combinado?). Seja mais forte que eu e menos altruísta! Não se vista tão bem... gosto de camisa para fora da calça, gosto de braços, gosto de pernas e muito de pescoço. Reverenciarei tudo em você que estiver a meu gosto: boca, cabelos, os pelos do peito e um joelho esfolado, você tem que se esfolar as vezes, mesmo na sua idade. Leia, escolha seus próprios livros, releia-os. Odeie a vida doméstica e os agitos noturnos. Seja um pouco caseiro e um pouco da vida, não de boate que isto é coisa de gente triste. Não seja escravo da televisão, nem xiita contra. Nem escravo meu, nem filho meu, nem meu pai. Escolha um papel para você que ainda não tenha sido preenchido e o invente muitas vezes.Me enlouqueça uma vez por mês mas, me faça uma louca boa, uma louca que ache graça em tudo que rime com louca: loba, boba, rouca, boca ... Goste de música e de sexo. goste de um esporte não muito banal. Não invente de querer muitos filhos, me carregar pra a missa, apresentar sua familia... isso a gente vê depois ... se calhar ... Deixa eu dirigir o seu carro, que você adora. Quero ver você nervoso, inquieto, olhe para outras mulheres, tenha amigos e digam muitas bobagens juntos. Não me conte seus segredos ... me faça massagem nas costas. Não fume, beba, chore, eleja algumas contravenções. Me rapte!

Se nada disso funcionar ... experimente me amar!"


Martha Medeiros


Talvez o melhor seja simplestemente amar...O resto é consequência... - Lu Aguiar

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Índios - Legião Urbana
"Quem me dera, ao menos uma vez
Ter de volta todo o ouro que entreguei
A quem conseguiu me convencer
Que era prova de amizade
Se alguém levasse embora até o que eu não tinha.
Quem me dera, ao menos uma vez
Esquecer que acreditei que era por brincadeira
Que se cortava sempre um pano-de-chão
De linho nobre e pura seda.
Quem me dera, ao menos uma vez
Explicar o que ninguém consegue entender: Que o que aconteceu ainda está por vir
E o futuro não é mais como era antigamente.
Quem me dera, ao menos uma vez
Provar que quem tem mais do que precisa ter
Quase sempre se convence que não tem o bastante
E fala demais por não ter nada a dizer
Quem me dera, ao menos uma vez
Que o mais simples fosse visto como o mais importante
Nos deram espelhos e vimos um mundo doente...
Quem me dera, ao menos uma vez
Entender como um só Deus ao mesmo tempo é três
E esse mesmo Deus foi morto por vocês
-É só maldade então, deixar um Deus tão triste.
Eu quis o perigo e até sangrei sozinho.
Entenda - assim pude trazer você de volta prá mim
Quando descobri que é sempre só você... Que me entende do inicio ao fim
E é só você que tem a cura pro meu vício
De insistir nessa saudade que eu sinto
De tudo que eu ainda não vi.
Quem me dera, ao menos uma vez
Acreditar por um instante em tudo que existe
E acreditar que o mundo é perfeito
E que todas as pessoas são felizes.
Quem me dera, ao menos uma vez
Fazer com que o mundo saiba que seu nome
Está em tudo e mesmo assim
Ninguém lhe diz ao menos obrigado.
Quem me dera, ao menos uma vez
Como a mais bela tribo, dos mais belos índios...
Não ser atacado por ser inocente.
Eu quis o perigo e até sangrei sozinho.
Entenda - assim pude trazer você de volta prá mim
Quando descobri que é sempre só você
Que me entende do início ao fim
E é só você que tem a cura pro meu vício de insistir nessa saudade que eu sinto
De tudo que eu ainda não vi.
Nos deram espelhos e vimos um mundo doente
Tentei chorar e não consegui."
Qualquer palavra se torna desnecessária aqui...
Lu Aguiar

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Cuide do seu coração...


"As pessoas não vão querer pisar em você,a menos que você se deite".


Saibam o que Oprah Winfrey tem a dizer sobre os homens:


"-Se um homem quer você, nada pode mantê-lo longe.

-Se ele não te quer, nada pode faze-lo ficar.

-Pare de dar desculpas (de arranjar justificativas) para um homem e seu comportamento.

-Permita que sua intuição (ou espírito) te proteja das mágoas.

- Para de tentar se modificar para uma relação que não tem que acontecer.

-Mais devagar é melhor. Nunca dedique sua vida a um homem antes que você encontre o que realmente te faz feliz.

-Se uma relação terminar porque o homem não te tratou como você merecia, "foda-se, mande pro inferno, esquece!", vocês não podem "ser amigos". Um amigo não destrataria outro amigo.

-Não conserte.

-Se você sente que ele está te enrolando, provavelmente é porque ele está mesmo. Não continue (a relação) porque você acha que "ela vai melhorar"

-Você vai se chatear daqui um ano por continuar a relação quando as coisas ainda não estiverem melhores.

-A única pessoa que você pode controlar em uma relação é você mesma.

-Evite homens que têm um monte de filhos, e de um monte de mulheres diferentes. Ele não casou com elas quando elas ficaram grávidas, então, porque ele te trataria diferente?

-Sempre tenha seu próprio círculo de amizade, separadamente do dele.

-Coloque limites no modo como um homem te trata. Se algo te irritar, faça um escândalo.

-Nunca deixe um homem saber de tudo. Mais tarde ele usará isso contra você.

-Você não pode mudar o comportamento de um homem. A mudança vem de dentro.

-Nunca o deixe sentir que ele é mais importante que você... mesmo se ele tiver um maior grau de escolaridade ou um emprego melhor.

-Não o torne um semi-deus.

-Ele é um homem, nada além ou aquém disso.

-Nunca deixe um homem definir quem você é.

-Nunca pegue o homem de alguém emprestado...

-Se ele traiu alguém com você, ele te trairá.

-Um homem vai te tratar do jeito que você permita que ele te trate.

-Todos os homens NÃO são cachorros.

-Você não deve ser a única a fazer tudo... compromisso é uma via de mão dupla.

-Você precisa de tempo para se cuidar entre as relações. não há nada precioso quanto viajar. veja as suas questões antes de um novo relacionamento.

-Você nunca deve olhar para alguém sentindo que a pessoa irá te completar... uma relação consiste de dois indivíduos completos.. procure alguém que irá te complementar.. não suplementar.

-Namorar é bacana. mesmo se ele não for o esperado Sr. Correto.

-Faça-o sentir falta de você algumas vezes... quando um homem sempre sabe que você está lá, e que você está sempre disponível para ele - ele se acha...

-Nunca se mude para a casa da mãe dele. Nunca seja cúmplice (co-assine) de um homem.

-Não se comprometa completamente com um homem que não te dá tudo o que você precisa. Mantenha-o em seu radar, mas conheça outros...

-Compartilhe isso com outras mulheres e homens (de modo que eles saibam). Você fará alguém sorrir, outros repensarem sobre as escolhas, e outras mulheres se prepararem.

-Dizem que se gasta um minuto para encontrar alguém especial, uma hora para apreciar esse alguém, um dia para amá-lo e uma vida inteira para esquecê-lo.
-O medo de ficar sozinha faz que várias mulheres permaneçam em relações que são abusivas e lesivas:

Dr. Phill -Você deve saber que você é a melhor coisa que pode acontecer para alguém e se um homem te destrata, é ele que vai perder uma coisa boa.

-Se ele ficou atraído por você à primeira vista, saiba que ele não foi o único.

-Todos eles estão te olhando, então você tem várias opções.

Faça a escolha certa.


Ladies, cuidem bem de seus corações... "

domingo, 7 de junho de 2009

Já parou pra pensar no seu dia?

Um dia alguém me disse que o caminho que escolhi percorrer com relação à minha vida profissional, me faria alguém diferente do que eu era quando fiz a escolha.
Nunca esqueci essa fala e, agora com quase 3 anos que esta escolha foi feita, já sinto uma mudança enorme.
As vezes bastante confusa com tudo... A cobrança é forte e a expectativa maior ainda. Somos confundidos como as pessoas que devem entender tudo e todo mundo. Achar tudo muito tranquilo e fácil de se resolver e até capazes de não nos deixar afetar por algumas coisas, principalmente nos relacionamentos...
Para algumas pessoas, nós não sofremos, não choramos e nem nos sentimos fracos, porque somos psicólogos e temos que saber controlar nossas emoções e o que é mais preocupante, não podemos ter problemas...Temos que ser exemplos!
Em mim pelo menos, o medo é o maior dos sentimentos... Medo da responsabilidade que tenho quanto ao sofrimento e à angústia das pessoas que chegarão e já chegam até mim em busca de uma resposta, de uma solução para qualquer que seja o seu problema. Sinto esta mesma inquietação nas minhas colegas de faculdade...Esta preocupação com o outro. As falas quase sempre se repetem: "- Será que fiz o certo?", "- Será que não falei besteira?", "Ai meu Deus, que vontade de arrancar com a mão aquela dor...".
Estou em fase de estágios... Começando a entrar em contato com o que mais me dói, a dor do outro. A vontade de resolver tudo e mudar o mundo. Foi este o questionamento que fiz para a minha professora. Será que está todo mundo cego? Ou será nós que somos sentimentais demais? Tem hora que a vontade que tenho é de dar uma boa sacudida em algumas pessoas, para ver se consigo fazer com que elas enxerguem um pouco além do que os olhos nos permitem. E sabe qual a resposta que tive? "- Com o tempo você vai aprender que não consegue resolver tudo, e vai ter que aceitar isto. Por mais angustiante que seja."
Realmente faz todo sentido. Tenho que aprender a separar o que é do outro. Saber até onde posso e devo ir. Às vezes a gente se pega querendo ir além demais do que nos é permitido, com a intenção de entender e achar uma resposta e solução pra tudo. E foi assim que me vi a alguns dias atrás. Muito frágil e me sentindo totalmente fraca. Foi essa a resposta que tive que dar pra minha mãe durante uma discussão. Sabe essa história de que justamente por estudar sobre "gente" eu tenho que conseguir ser mais forte? Justamente por isso, sou mais sensível a tudo. Por estar aprendendo a ler nas "entre-linhas". Se isso é algo bom ou ruim? Não sei.
Somos iguais ou piores que todos em matéria de sofrimento e, estamos muito longe da perfeição. Estamos sempre tendo que nos policiar. Entrar em contato com a dor do outro não é fácil e, ao mesmo tempo, algo que nos desafia e recompensa.
Hoje me sinto insegura e ao mesmo tempo fascinada com tudo o que tenho vivenciado. Certa da escolha que fiz e a cada dia tecendo um pouquinho mais essa trajetória, que por sinal está apenas começando.
O medo é inevitável, e acredito que é o que nos alerta para qualquer passo em falso. Ele que nos faz querer conhecer sempre mais e ter o máximo de cautela quando se trata do "cuidado com o outro".
Tenho aprendido que a dor não é algo feio. Quando fugimos da dor, estamos fugindo do crescimento. O amadurecer depende do tropeço, do tombo. E pra mim, é a oportunidade que temos de nos conhecer...
Já evitei muito ficar sozinha, com medo do que eu poderia encontrar dentro de mim. Hoje consigo fazer isso com menos medo e com mais frequência.
A poucos dias tive uma vivência muito interessante na faculdade. Nós tínhamos que nos imaginar como pacientes terminais - aguardando o nosso dia chegar, e completar algumas frases com coisas que fossem vindo na nossa cabeça ao ler.
Falar e pensar sobre a morte as vezes não é fácil para algumas pessoas. Eu nunca tive esta dificuldade, muito pelo contrário, as vezes penso em tudo o que deixaria pra trás se ela chegasse pra mim agora. Sempre que faço isso me dá uma sensação de saudade de tudo, de todas as pessoas que tenho do meu lado, e me faz repensar no modo em como vivo a minha vida e, se este é realmente o modo como eu gostaria de estar vivendo.
E você? Já parou para pensar no que estaria deixando para trás se o seu dia fosse hoje?
Lu Aguiar