quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Tragédia SC...

Depoimento de um sobrevivente morador de uma das cidade mais afetadas pelas enchentes e desmoronamentos, funcionário da Perdigão da cidade de Itajaí - SC.

COMEÇAR DE NOVO

Eu tinha medo da escuridão
Até que as noites se fizeram longas e sem luz
Eu não resistia ao frio facilmente
Até passar a noite molhado numa laje
Eu tinha medo dos mortos
Até ter que dormir num cemitério
Eu tinha rejeição por quem era de Buenos Aires
Até que me deram abrigo e alimento
Eu tinha aversão a Judeus
Até darem remédios aos meus filhos
Eu adorava exibir a minha nova jaqueta
Até dar ela a um garoto com hipotermia
Eu escolhia cuidadosamente a minha comida
Até que tive fome
Eu desconfiava da pele escura
Até que um braço forte me tirou da água
Eu achava que tinha visto muita coisa
Até ver meu povo perambulando sem rumo pelas ruas
Eu não gostava do cachorro do meu vizinho
Até naquela noite eu o ouvir ganir até se afogar
Eu não lembrava os idosos
Até participar dos resgates
Eu não sabia cozinhar
Até ter na minha frente uma panela com arroz e crianças com fome
Eu achava que a minha casa era mais importante que as outras
Até ver todas cobertas pelas águas
Eu tinha orgulho do meu nome e sobrenome
Até a gente se tornar todos seres anônimos
Eu não ouvia rádio
Até ser ela que manteve a minha energia
Eu criticava a bagunça dos estudantes
Até que eles, às centenas, me estenderam suas mãos solidárias
Eu tinha segurança absoluta de como seriam meus próximos anos
Agora nem tanto
Eu vivia numa comunidade com uma classe política
Mas agora espero que a correnteza tenha levado embora
Eu não lembrava o nome de todos os estados
Agora guardo cada um no coração
Eu não tinha boa memória
Talvez por isso eu não lembre de todo mundo
Mas terei mesmo assim o que me resta de vida para agradecer a todos
Eu não te conhecia
Agora você é meu irmão
Tínhamos um rio
Agora somos parte dele
É de manhã, já saiu o sol e não faz tanto frio
Graças a Deus
Vamos começar de novo.
É hora de recomeçar, e talvez seja hora de recomeçar não só materialmente. Talvez seja uma boa oportunidade de renascer, de se reinventar e de crescer como ser humano.
Pelo menos é a minha hora, acredito.
Que Deus abençoe a todos.

Luis Fernando Gigena

Talvez um momento para repensarmos sobre tudo o que seja o nosso "combustível" para a vida. Repensar sobre o que faz os nossos olhos brilharem...
O que nos faz ter vontade de levantar todos os dias da cama e enfrentar os dias...
Repensar sobre o que estamos dando a maior importância nas nossas vidas...Se é o brilho nos olhos das pessoas ou se é aquilo que só tem importância pra nós mesmos...
Como sempre, ao final de todos os anos, praticamos vários atos de solidariedade, de reflexão, de ternura...Mas vale lembrar e pensar se isso tudo só tem importância apenas no mês de dezembro de todos os anos...
Enfim, precisamos uns dos outros em todos os meses, todos os dias de nossas vidas...
Quanta ironia...
Luciana Aguiar

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Vida


Há momentos na vida em que sentimos tanto a falta de alguém que o que mais queremos é tirar esta pessoa de nossos sonhos e abraçá-la.
Sonhe com aquilo que você quiser.
Vá para onde você queira ir.
Seja o que você quer ser, porque você possui apenas uma vida e nela só temos uma chance de fazer aquilo que queremos.
Tenha felicidade bastante para fazê-la doce.
Dificuldades para fazê-la forte.
Tristeza para fazê-la humana.
E esperança suficiente para fazê-la feliz.
As pessoas mais felizes não têm as melhores coisas.
Elas sabem fazer o melhor das oportunidades que aparecem em seus caminhos. O futuro mais brilhante é baseado num passado intensamente vivido.
Você só terá sucesso na vida quando perdoar os erros e as decepções do passado.
A vida é curta, mas as emoções que podemos deixar, duram uma eternidade.
A vida não é de se brincar porque em pleno dia se morre.


Clarice Lispector

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

"Vamos jantar amanhã?"


Amigaaaas...recebi este texto hj e achei ele no mínimo engraçadíííssimo e com 95% de verdade... Vale a pena ler...

hauhauhauhauahuahuahua


Ótimo - Vamos jantar amanhã?

Quando um homem chama uma mulher para sair, não sabe o grau de estresse que isso desencadeia em nossas vidas. Durante muito tempo, fiquei achando que eu era uma estressada maluca que não sabia lidar com isso, mas conversando com diversas pessoas, cheguei à conclusão de que esse estresse é um denominador comum a quase todas as mulheres, ainda que em graus diferentes (ou será que sou eu que só ando com gente estressada?).
O que venho contar aqui hoje é mais dedicado aos homens do que às mulheres. Acho importante que eles saibam o que se passa nos bastidores.
Você, mulher, está flertando um Zé Ruela qualquer. Com sorte, ele acaba te chamando para sair. Vamos supor, um jantar. Pronto, acabou seu último minuto de paz. Ele diz, como se fosse a coisa mais simples do mundo 'Vamos jantar amanhã?'. Você sorri e responde, como se fosse a coisa mais simples do mundo: 'Claro, vamos sim'. Começou o inferno na Terra. Foi dada a largada. Você começa a se reprogramar mentalmente e pensar em tudo que tem que fazer para estar apresentável até lá. Cancela todos os seus compromissos canceláveis e começa a odisséia. Evidentemente, você também pára de comer, afinal, quer estar em forma no dia do jantar e mulher sempre se acha gorda. Daqui pra frente, você começa a fazer a dieta do queijo: fica sem comer nada o dia inteiro e quando sente que vai desmaiar come uma fatia de queijo. Muito saudável.
Primeira coisa: fazer mãos e pés. Quem se importa se é inverno e você provavelmente vai usar uma bota de cano alto? Mãos e pés tem que estar feitos ? e lá se vai uma hora do seu dia. Vocês (homens) devem estar se perguntando 'Mão tudo bem, mas porque pé, se ela vai de botas?' Lei de Murphy. Sempre dá merda. Uma vez pensei assim e o infeliz me levou para um restaurante japonês daqueles em que tem que tirar o sapato para sentar naqueles tatames. Tomei no cu! Tive que tirar o sapato com aquela sola do pé cracuda, esmalte semi-descascado e cutícula do tamanho de um champignon! Vai que ele te coloca em alguma outra situação impossível de prever que te obriga a tirar o sapato? Para nossa paz de espírito, melhor fazer mão e pé, até porque boa parte dessa raça tem uma tara bizarra por pé feminino.
Passo horas na academia malhando minha bunda e o desgraçado vai reparar justamente onde? Na porra do pé! Isso é coisa de... Melhor mudar de assunto... As mais caprichosas, além de fazer mão e pé, ainda fazem algum tratamento capilar no salão: hidratação, escova, corte, tintura, retoque de raiz, etc. E nessa se vai mais uma hora do seu dia. Dependendo do grau de importância que se dá ao Zé Ruela em questão, pode ser que a mulher queira comprar uma roupa especial para sair com ele. Mais horas do seu dia. Ou ainda uma lingerie especial, dependendo da ocasião. Pronto, mais horas do dia. Se você trabalha, provavelmente vai ter que fazer as unhas na hora do almoço e correr para comprar roupa no final do dia em um shopping. Ah sim, já ia esquecendo. Tem a depilação. Essa os homens não podem nem contestar. Quem quer sair com uma mulher não depilada, mesmo que seja apenas para um inocente jantar? Lá vai você depilar perna, axila, buço, virilha, sobrancelha, etc, etc. Tem mulher que depila até o cu! Mulher sofre! E lá se vai mais uma hora do seu dia. E uma hora bem dolorida, diga-se de passagem. Parabéns, você conseguiu montar o alicerce básico para sair com alguém. Pode ir para a cama e tentar dormir, se conseguir.
Se prepare, o dia seguinte vai ser tumultuado. Ah, sim, você vai dormir COM FOME. A dieta do queijo continua. Sinto o estômago fagocitando meu fígado, mas apenas belisco a comida de leve. > >> Dia seguinte. É hoje seu grande dia. Quando vou sair com alguém, faço questão da dar uma passada na academia no dia, para malhar desumanamente até quase cuspir o pulmão. Não, não é para emagrecer, é para deixar minha bunda e minhas pernas enormes e durinhas. Mas supondo que você seja uma pessoa normal, vai usar esse tempo para algo mais proveitoso.
Geralmente, o Zé Ruela não comunica onde vai levar a gente. Surge aquele dilema da roupa. Com certeza você vai errar, resta escolher se quer errar para mais ou para menos. Se te serve de consolo, ele não vai > perceber. Eles não reparam em detalhe nenhum, mas sabem dizer quando estamos bonitas (só não sabem o porquê). Mas, é como dizia Angie Dickinson: 'Eu me visto para as mulheres e me dispo para os homens'. Não tem como, a gente se arruma, mesmo que eles não reparem. E não adianta pedir indicação de roupa para eles, os malditos não dão sequer uma pista! Claro, para eles é muito simples, só existem três graduações de roupa: Bermuda + Chinelo, Jeans + Pólo, Calça Social + Camisa Social. Quando você pergunta se tem que ir arrumada é quase certo que ele abra a boca e diga 'sei lá, normal, roupa normal'. Eles não sabem que isso não ajuda em nada.
Depois vem a etapa do banho. Óleos, sabonetes aromáticos, esfoliação (horrível que seja com 's', né? deveria ser com 'x'), etc. E o cabelo? Bom, Tem gente que tem que fazer uma lavagem especial, com cremes e etc. E depois ainda vem a chapinha, prancha e/ou secador. Depois do banho e do cabelo, vem a maquiagem. Nessa etapa eu perco muito tempo. Lá vai a babaca separar cílio por cílio com palito de dente depois de passar rímel. Melhor nem contar tudo que eu faço em matéria de maquiagem, se não vocês vão me achar maluca, digo, mais maluca. Como dizia Napoleão Bonaparte, 'Mulheres tem duas grandes armas: lágrimas e maquiagem'. Considerando que não faço uso das primeiras, me permito abusar da segunda. Depois vem a hora de se vestir. Homens não entendem, mas tem dias que a gente acorda gorda. É sério, no dia anterior o corpo estava lindo e no dia seguinte... PORCA! Não sei o que é (provavelmente nossa imaginação), mas eu juro que acontece. Muitas vezes você compra uma roupa para um evento, na loja fica linda e na hora de sair fica um cu. Se for um desses dias em que seu corpo está um cu e o espelho está de sacanagem com a sua cara, é provável que você acabe com um pilha de roupas recusadas em cima da cama, chorando, com um armário cheio de roupa e gritando 'EU NÃO TENHO ROOOOOUUUUUPAAAA'. O chato é ter que refazer a maquiagem. E quando você inventa de colocar aquela calça apertada e tem que deitar na cama e pedir para outro ser humano enfiar ela em você? Uma gracinha, já vai para o jantar lacrada a vácuo. Se espirrar a calça perfura o pâncreas. Ok, você achou uma roupa que ficou boa. Vem o dilema da ligerie. Salvo raras exceções, roupa feminina (incluindo lingerie) ou é bonita, ou é confortável. Você olha para aquela sua calcinha de algodão do tamanho de uma lona de circo. Ela é confortável. E cor de pele. Praticamente um método anticoncepcional. Você pensa 'Eu não vou dar para ele hoje mesmo, que se foda'. Você veste a calcinha. Aí bate a culpa. Aí você começa a pensar 'E se mesmo sem dar para ele, ele pode acabar vendo a minha calcinha... Vai que no restaurante tem uma escada e eu tenho que subir na frente dele... se ele olhar para essa calcinha, broxará para todo o sempre comigo...'. Muito puta da vida, você tira a sua calcinha amiga e coloca uma daquelas porras mínimas e rendadas, que com certeza vão ficar entrando na sua bunda a noite toda. Melhor prevenir. Nessas horas a gente emburrece e acha que qualquer deslize que fizer vai espantar o sujeito de forma irreversível.
Outra muito triste é que ele quando tirar a sua roupa, grandes chances dele tirar a calça junto com a calcinha e nem ver. Pois é, Minha Amiga, você passou a noite toda com a rendinha (que por sinal custou muito caro) atochada no rego para nada. Homens, vocês sabiam que uma boa calcinha, de marca, pode custar o mesmo que um MP4? Favor tirar sem rasgar.
Ele conta piadas e ri, eu penso: 'É, eu também estaria de bom humor, contando piada, se não fosse essa calcinha intra-uterina raspando no colo do meu útero'.
Os sapatos. Vale o mesmo que eu disse sobre roupas: ou é bonito, ou é confortável. Geralmente, quando tenho um encontro importante, opto por UMA PEÇA de roupa bem bonita e desconfortável, e o resto menos bonito mas confortável. FATO: Lei de Murphy impera. Com certeza me vai ser exigido esforço da parte comprometida pelo desconforto. Ex: Vou com roupa confortável e sapato assassino. Certeza que no meio da noite o animal vai soltar um 'Sei que você adora dançar, vamos sair para dançar?' Eu tento fazer parecer que as lágrimas são de emoção. Uma vez um sapato me machucou tanto, mas tanto, que fiz um bilhete para mim mesma e colei no sapato, para lembrar de nunca mais usar!. Porque eu não dei o sapato? Porra... me custou muito caro! Posso não usá-lo, mas quero tê-lo. Eu sei, eu sei, materialista do caralho. Vou voltar como besouro de esterco na próxima encarnação para ver se evoluo espiritualmente! Mas por hora, o sapato fica. Enfim, eu sei que existem problemas mais sérios na vida, e o texto é em tom de brincadeira. Só quero que os homens saibam que é um momento tenso para nós e que ralamos bastante para que tudo dê certo. O ar de tranquilidade que passamos é pura cena. Sejam delicados e compareçam aos encontros que marcarem, ok? E se possível, marquem com antecedência, para a gente ter tempo de fazer nosso ritual preparatório com calma...
Existem milhões de outras providências que não citei que mulheres tomam antes de encontros importantes: clarear pêlos (vulgo 'banho de lua'), fazer drenagem linfática, baby liss... enfim, uma infinidade de nomes que homem não tem a menor idéia do que se trata. Depois que você está toda montadinha, lutando mentalmente com seus dilemas do tipo 'será que dou para ele? É o terceiro encontro, talvez eu deva dar...' começa a bater a ansiedade. Cada uma lida de um jeito. As vezes, tenho um faniquito e começo a dizer que não quero ir. Não para ele, ligo para a infeliz da minha melhor amiga e digo que não quero mais ir, que sair para conhecer pessoas é muito estressante, que se um dia eu tiver um AVC é culpa dessa tensão toda que eu passei na vida toda em todos os primeiros encontros e que quero voltar tartaruga na próxima encarnação. Ela, coitada, escuta pacientemente e tenta me acalmar.
Agora imaginem vocês, se depois de tudo isso, o filho da puta liga e cancela o encontro? 'Surgiu um imprevisto, podemos deixar para semana que vem?'. Claro, na cabecinha deles não custa nada mesmo, eles acham que é simples, que a gente levantou da cama e foi direto pro carro deles. Vem me buscar de maca e no soro, mas não desmarque comigo! Até porque, a essa altura, a dieta radical do queijo está quase te fazendo desmaiar de fome, é questão de vida ou morte a porra do jantar!
Para finalizar, quero ressaltar que eu falei aqui do desgaste emocional e da disponibilidade de tempo que um encontro nos provoca. Nem sequer entrei no mérito do DINHEIRO. Pois é, tudo isso custa caro. Vou fazer uma estimativa POR BAIXO, muito por baixo mesmo, porque geralmente pagamos bem mais do que isso e fazemos mais tratamentos estéticos:


Roupa.................................................................R$200,00 Ligerie.................................................................R$100,00
Maquiagem...........................................................R$50,00 Sapato................................................................R$200,00 Depilação..............................................................R$50,00

Mão,pé e escova...................................................R$50,00 Perfume..............................................................R$250,00

Pílula anticoncepcional.........................................R$50,00


Ou seja, JOGANDO O VALOR BEM PARA BAIXO, gastamos, no barato, R$1.000,00 para sair com um Zé Ruela. Entendem porque eu bato o pé e digo que homem TEM QUE PAGAR O MOTEL...e a porra do JANTAR também!!!!! A gente gasta muito mais para sair com eles do que eles com a gente!


Autora desconhecida (conhecedora ela!!!)

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Coisas da vida...

Já escondi um amor com medo de perdê-lo...
Já perdi um amor por escondê-lo...
Já segurei nas mãos de alguém por estar com medo...
Já tive com tanto medo ao ponto de nem me sentir minhas mãos...
Já expulsei pessoas que eu amava da minha vida...
Já me arrependi por isso...
Já passei noites inteiras chorando até pegar no sono...
Já fui durmir tão feliz... Ao ponto de nem conseguir fechar os olhos...
Já acreditei em amores perfeitos...
Já descobri que eles não existem...
Já amei pessoas que me decepcionaram...
Já decepcionei pessoas que me amaram...
Já passei horas na frente do espelho... Tentando descobrir quem sou...
Já tive tanta certeza de mim...
Ao ponto de querer sumir...
Já menti e me arrependi depois...
Já falei a verdade e também me arrependi...
Já fingi não me importar com as pessoas que eu amava...
Para depois, mais tarde, chorar quieto em meu canto...
Já sorri chorando lágrimas de tristeza...
Já chorei de tanto rir...
Já acreditei em pessoas que não valiam a pena...
Já deixei de acreditar nas que realmente valiam...
Já tive crises de risos quando não podia...
Muitas vezes deixei de falar o que penso para agradar uns...
Outras vezes falei o que não pensava para magoar outros...
Já fingi ser o que não sou para agradar uns...
Já fingi ser o que não sou para desagradar outros...
Já senti muita falta de alguém...Mas não lhe disse...
Já gritei quando deveria calar...
Já calei quando deveria gritar...
Já contei piadas e mais piadas sem graça...
Apenas para ver um amigo mais feliz...
Já inventei histórias de final feliz...
Para dar esperança a quem precisava...
Já sonhei demais...
A ponto de confundir com a realidade...
Já tive medo do escuro...
Hoje no escuro "me acho, me agacho, fico ali"...
Já caí inúmeras vezes, achando que não ia me reerguer...
Já me reergui inúmeras vezes...Achando que não cairia mais...
Já liguei para quem não queria... Apenas para não ligar para quem eu realmente queria...
Já corri atrás de um carrro por ele levar alguém que eu amava embora...
Já chamei pela minha mãe no meio da noite fugindo de um pesadelo...
Mas ela não apareceu e foi um pesadelo maior ainda...
Já chamei pessoas próximas de amigo...E descobri que não eram...
Algumas pessoas nunca precisei chamar de nada... E sempre foram e serão especiais pra mim...
Não me deêm fórmulas certas...Porque eu não espero acertar sempre...
Não me mostre o que esperam de mim... Porque eu vou seguir o meu coração...
Não me façam ser o que não sou...
Não me convidem a ser igual...
Porque sinceramente eu sou diferente...
Não sei amar pela metade...
Não sei viver de mentiras...
Não sei voar com os pés no chão...
Sou sempre eu mesmo...
Mas com certeza, não serei o mesmo pra sempre...

Autor desconhecido

Saudades...


O que mais falta para acontecer neste final de ano? Neste natal que vai ser tão triste para estas famílias que perderam pessoas queridas...um dor inexplicável...

Essa última semana foi angustiante...e ontem, o dia todo em uma despedida triste, lamentável...

Despedida de uma mãe que só soube semear amor e carinho por onde passou...

Uma mãe que era o oxigênio dos filhos...do marido...

Ontem, a dor no rosto das filhas, do filho tão novo...

Nada que você fale, nada que você faça irá tirar essa dor, essa saudade do coração deles...

A vontade é de tirá-la com as mãos...

Mas...infelizmente, o que nos resta é confiar que Deus está no controle de tudo e que, não cai uma folha da árvore sem que ele queira...

É acreditar que temos uma missão aqui neste mundo e, quando cumprida, Deus nos chama...E cabe aos que ficaram, lidar com essa perda, com essa saudade que ficará pra sempre nas nossas vidas...Elaborar o luto...

As lágrimas, que caíram o dia todo... O coração que aperta mais...Cada vez mais que começamos a perceber que está acontecendo de verdade... Que realmente estamos nos despedindo de alguém pra sempre...

Deus sabe de todas as coisas e, me resta agora pedir para que ele conforte esses corações...Que dê paz, força para seguir em frente... Que dê conforto ao entrar em casa de novo e sentir como que se um pedaço de nós tivesse sido arrancado...

A vida perde o sentido, a comida perde o gosto, a casa nunca mais será a mesma... E agora? Como conseguir?


Quero dizer pra você amiga, que estarei sempre do seu lado, que a vontade que eu tinha ontem era ter uma varinha mágica para trazer a sua mãe de volta e não te ver mais chorar...

Vou estar sempre ao seu lado...Para o que der e vier...Confie em Deus, acredite apenas nele... Sua mãe está em um lugar bem melhor do que o que nós estamos amiga...tenha a certeza disso...Ela agora é um anjo que irá te proteger sempre, onde quer que você esteja!!!


Lu Aguiar

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Diário de Bordo Oficina – Psicologia e Educação

Uberlândia, 26 de novembro de 2008

No primeiro semestre do ano de 2008, realizamos um trabalho com o grupo de adolescentes em uma escola municipal aqui em Uberlândia. Tínhamos por objetivo trabalhar um pouco com as dificuldades que geralmente enfrentamos na adolescência.
Agora no segundo semestre, nosso objetivo foi trabalhar com o grupo de adultos da mesma escola. Foram elaborados três momentos.
O primeiro momento, no dia 03 de outubro, fomos à escola com o objetivo de realizar uma atividade de observação, ou seja, ir para dentro da sala de aula de observar a relação existente entre os professores e os alunos. Deveríamos sair dali com situações que nos orientassem nas atividades que iríamos realizar e qual assunto seria trabalhado. Neste dia eu não pude estar presente, mas o que pude saber pelas meninas sobre a atividade, é que a relação era muito complicada, um pouco conflituosa, tanto entre os alunos quanto entre os professores com os alunos. Percebemos neste momento que precisaríamos trabalhar os três grupos, uma parte dos adolescentes, professores e os adultos. Nosso objetivo era melhorar a relação entre estes para que as aulas se tornassem mais produtivas e saudáveis. A queixa da maioria era a dificuldade do relacionamento entre adolescentes e adultos, assim, este seria o tema a ser trabalhado nos próximos encontros.
Foi colocada essa questão na sala de aula para a Vivi durante a nossa supervisão e ela nos orientou como poderíamos trabalhar este aspecto no grupo.
No segundo momento com estes grupos, no dia 24 de outubro, formamos quatro grupos para trabalhar com os quatro grupos. O grupo de adultos seria dividido em dois pela quantidade de pessoas serem maior. O objetivo da dinâmica naquele dia. Éramos quatro: Pollyana, Nice, Kellen e eu.
Ao chegar à escola, acabamos realizando a atividade com os adultos todos juntos em apenas um grupo. Iniciamos a dinâmica com a apresentação dos participantes usando o palito de fósforo. Cada um deveria riscar o palito e, enquanto o mesmo estivesse acesso, a pessoa era livre para falar o que desejasse sobre ela.
No segundo momento da dinâmica, fizemos uma atividade que trouxesse à tona a adolescência deles, que trouxesse um sentimento daquela época. Pedimos então para que eles colocassem para a turma quais eram os apelidos que eles tinham na adolescência e, em seguida chamaríamos pelo apelido. O objetivo era trazer o sentimento da adolescência de volta em cada um. Neste momento começamos a sentir dificuldade para administrar o tempo, o prazo para concluir a atividade daquele dia estava curto. Começamos então a discussão do tema com eles, sobre a dificuldade da relação que eles tinham com os adolescentes e foi um pouco tumultuada. Tinha um aluno que parecia estar alcoolizado e tumultuou um pouco a atividade. Alguns falavam mais, outros não sabiam respeitar os momentos da outra pessoa, etc.. Começamos a correr com a atividade e, como era de se esperar, não conseguimos concluir da maneira como gostaríamos e conseqüentemente, percebemos que tinha ficado faltando a conclusão. Saímos um pouco chateados neste dia.
Fizemos a supervisão do estágio com a professora Vivi e ela nos orientou a dividir o grupo de adultos para que nós conseguíssemos atingir o nosso objetivo, pois com aquele número de pessoas estava difícil conduzir a atividade. Falamos de como saímos da escola naquele dia, 24 de outubro, como se estivesse ficado faltando uma parte da atividade e foi realmente isso que aconteceu.
No terceiro momento com o grupo, no dia 14 de novembro, realizei a atividade junto com a Kellen.
Utilizamos de início, uma atividade para “quebrar o gelo” e estabelecer uma relação de maior liberdade e proximidade entre eles e nós. Colocamos uma música e fizemos a brincadeira do balão. Dentro de cada balão colocamos frases reflexivas e brincamos com os balões. Ao finalizar a música cada um estouraria o balão e colocaria para o grupo a sua frase. Eles gostaram bastante.
A segunda atividade era a colagem. Dividimos os participantes em dois grupos, colocamos música e distribuímos revistas e papel para a colagem. Pedimos para que eles representassem na colagem, o que era a adolescência no ponto de vista deles. Ficamos bastante animadas com a empolgação com que eles montavam o cartaz. Após este momento, os grupos apresentariam o seu trabalho. Foi muito legal a emoção que eles colocaram na execução da atividade.
A terceira e última atividade, era a nossa discussão com eles com relação à adolescência no ponto de vista deles. Colocamos a questão de que não existe o adolescente melhor ou pior, o que existe é o adolescente de ontem e o adolescente de hoje. Ressaltamos que é importante entender que o tempo muda constantemente, que os estímulos são diferentes dos que eles tiveram quando adolescentes. Que é importante que eles entendam que esse período é muito angustiante para os adolescentes, que ao mesmo tempo em que eles devem deixar de ser crianças e assumirem certas responsabilidades, ainda não são donos da própria vida, ou seja, os pais ainda devem manter o controle sobre a vida deles. O corpo muda, o psicológico sofre mudanças significativas, chega a hora de eles construírem a sua identidade. Enfim, todas as mudanças que nós sofremos no período da adolescência, que apesar de hoje ser tudo muito diferente da época deles, os sentimentos não mudam, a angústia é a mesma. Tentamos refletir sobre isso para que eles pudessem tentar olhar diferente para estes, sejam eles colegas de sala, filhos, sobrinhos, etc..
Enfim, fiquei bastante satisfeita com o trabalho neste dia, e acredito que conseguimos atingir o nosso objetivo que era provocar essa reflexão em cada um dos adultos, para que pudessem estabelecer uma relação mais harmoniosa entre eles. Todos participaram bastante e o sentimento que despertou em mim naquela hora, foi que nós estávamos exercendo um papel muito importante naquele momento na vida deles. Eles colocavam as suas dúvidas e opiniões quanto ao comportamento dos adolescentes os quais eles estavam tendo dificuldade de se relacionarem bem.
Acredito que plantamos uma sementinha nesse semestre ao trabalhar com estes grupos.
Que é preciso que nós, psicólogos, consigamos estar atentos aos problemas que essas instituições apresentam. Não apenas rotular a escola como ruim ou de baixo desempenho dos alunos, como pudemos estudar nesse semestre, por exemplo, a teoria do fracasso escolar, da carência cultural. E que carência cultural é essa que pode influenciar no tal fracasso escolar? Que cultura é essa de que eles estão carentes? Será que é a cultura deles? Ou é a cultura dominante? É preciso entender as relações que se estabelecem ali. Entender o papel que o professor tem exercido sobre os alunos, como está a sua prática educacional. Entender como o aluno está percebendo a escola. Saber olhar o problema como resultado de diversos fatores. Não podemos esquecer que a instituição é fruto do ambiente social, político, econômico em que ela está inserida e que ela pode sim ser um ambiente de transformação, desde que os papéis estejam claros e que sejam conduzidos de maneira saudável.
Este é o papel do psicólogo escolar, conhecer o ambiente e perceber os pontos que estão precisando ser mais bem desenvolvidos na instituição, olhando para o indivíduo como fruto de um ser social, e principalmente que tem uma história de vida e que, tem influencia sobre ele, seja onde e quando for.
Em minha opinião a melhor parte disso tudo é, quando o seu tempo acaba e você precisa finalizar a atividade e percebe nos olhos de cada um aquele “obrigado” ou um “quero mais”. É a hora em que aquelas pessoas, que você conheceu tão pouco, mas que te acrescentaram tanto, vem até você para abraçar e agradecer. Um agradecimento sincero. Como se você tivesse realmente feito uma diferença muito grande na vida deles. Só que o que eles não imaginam é que pra nós, estar com eles, é muito mais gratificante. Aprendemos muito mais com eles do que eles aprendem com a gente. E eu, pelo menos, com os meus 21 anos, me sinto enorme por conseguir trazer algo de bom para aquelas pessoas que viveram muito mais do que eu.

Luciana Aguiar

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Angústia...



Estes últimos dias têm sido angustiantes...Dias de muita importância, mais que os outros. Dias em que tenho que acordar e antes de pensar em colocar os pés no chão pedir a Deus forças para viver mais um dia.

Tanta coisa acontece sem que a gente perceba, e de repente, um amigo adoece, uma amiga está aflita com o estado de saúde da mãe, nossos pais se separam, uma colega de sala acaba de perder um priminho que não chegou a completar nem 1 aninho de vida. Quanta ironia...

E é assim que os dias têm sido, angústia atrás de angústia...E a cada dia, a cada hora, passam milhares de coisas pela minha cabeça, imagens de coisas boas que aconteceram na minha vida e que guardo debaixo de sete chaves e, quando sinto esse medo elas me deixam bastante preocupada. Fico pensando que rumo a nossa vida toma a cada dia que passa...Para onde estamos caminhando desse jeito...Me recordo nestas horas de tudo o que eu gostaria de ter feito, de fazer e ainda não tive a coragem e confesso que me dá um frio na barriga, minhas mãos chegam a ficar geladas...

Este ano tem sido pra mim bastante agitado...Perdas, medos, desconfiança, correria...Tudo o que me deixa muito apreensiva com a vida...

E o que fazer? Eu não sei...juro que não sei....

Tenho pensado nas pessoas que mais amo nesta vida e como elas estão se perdendo umas das outras...Como temos deixado o cansaço e o egoísmo interferir em tudo...Sem pensar que esse consumismo, essa correria, esse cansaço de nada adiantará e diferença nenhuma fará no momento em que estivermos perto de perder alguém que é importante nas nossas vidas...Que tudo que passamos a vida inteira correndo atrás, não ajudará em nada quando se trata dela: A saudade eterna de alguém!!!

Tenho refletido muito sobre como tenho conduzido as coisas...Lembrando das pessoas que são importantes na minha vida e que tenho deixado escapar...Das coisas que gosto de fazer e nunca acho tempo para colocá-las em prática...

Hoje, as pessoas que mais amo na vida não estão mais juntas, e a situação se torna mais difícil com o passar do tempo. Parece que arrancaram um pedaço de você e levaram embora. Não para sempre, mas que mesmo assim machuca...E machuca muito!!! A casa já não é mais a mesma, os almoços de domingos são incompletos, a rotina não é mais a mesma, os telefonemas aumentam, a saudade aumenta, a preocupação com os mais fragéis ainda mais...Aquela vontade de ter uma varinha de condão e com um "PLIM PLIM" voltar tudo ao normal e da maneira como todos estariam felizes...A vida toma proporções que me assustam, ainda não me acostumei com essa loucura e tomara que eu não me acostume nunca...Sinal de que ainda sinto as coisas...

Quando ví a expressão da minha amiga naquele hospital, me deu um aperto enorme no peito...Por alguns minutos me senti em um mundo que eu desconhecia...Em uma realidade que não queria pra ninguém, nunca...Pensei na minha mãe, no meu pai, nos meus irmãos, nos meus amigos...Estou dando a importância que eles merecem? Não sei...

Enfim...o momento é de angustia e o que posso fazer agora é orar muito e pedir a Deus que eles esteja junto desta família e que a vontade dele seja feita...

Que Ele conforte os nossos corações e nos ensine a cada dia viver em paz...Viver na presença dele, e não só quando nos sentimos fracos...

E você? Tem tido a oportunidade de repensar um pouco sobre a sua vida? Pensar sobre o seu trabalho, os seus amores, a sua família, os seus sonhos...

Tomara que sim...

Estou tendo essa oportunidade e, apesar da dificuldade, me fortalecem a cada dia...


Luciana Aguiar

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Vida...


Já perdoei erros quase imperdoáveis...

Tentei substituir pessoas insubstituíveis e esquecer pessoas inesquecíveis.

Já fiz coisas por impulso...

Já me decepcionei com pessoas quando nunca pensei me decepcionar, mas também decepcionei alguém...

Já abracei pra proteger...

Já dei risada quando não podia...

Fiz amigos eternos...

Amei e fui amado, mas também já fui rejeitado, fui amado e não amei.

Já gritei e pulei de tanta felicidade, já vivi de amor e fiz juras eternas,“quebrei a cara muitas vezes”!

Já chorei ouvindo música e vendo fotos...

Já liguei só para escutar uma voz...

Me apaixonei por um sorriso...

Já pensei que fosse morrer de tanta saudade...

Tive medo de perder alguém especial (e acabei perdendo).

Mas vivi, e ainda vivo! Não passo pela vida…

E você também não deveria passar!

Viva!

Bom mesmo é ir à luta com determinação, abraçar a vida com paixão, perder com classe vencer com ousadia...

Porque o mundo pertence a quem se atreve a vida é “muito” pra ser insignificante!!!



Charles Chaplin

terça-feira, 18 de novembro de 2008

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

(...)


"Fizeram a gente acreditar que amor mesmo, amor pra valer, só acontece uma vez,geralmente antes dos 30 anos.Não contaram pra nós que amor não é acionado nem chega com hora marcada. Fizeram a gente acreditar que cada um de nós é a metadede uma laranja, eque a vida só ganha sentido quando encontramos a outra metade. Não contaram que já nascemos inteiros, que ninguém em nossa vida merece carregar nas costas a responsabilidade de completar oque nos falta: a gente cresce através da gente mesmo. Se estivermos em boa companhia, é só mais agradável. Fizeram a gente acreditar numa fórmula chamada "dois em um", duas pessoas pensando igual, agindo igual, que isso era que funcionava. Não nos contaram que isso tem nome: anulação. Que só sendo indivíduos com personalidade própria é que poderemos ter uma relação saudável. Fizeram a gente acreditar que casamento é obrigatório e que desejos fora de hora devem ser reprimidos. Fizeram a gente acreditar que os bonitos e magros são mais amados, que os que transam pouco são caretas, que os que transam muito não são confiáveis, e que sempre haverá um chinelo velho para um pé torto. Só não disseram que existe muito mais cabeça torta doque pé torto. Fizeram a gente acreditar que só há uma fórmula de ser feliz, a mesma para todos, eos que escapam dela estão condenados à marginalidade. Não nos contaram que estas fórmulas dão errado, frustram as pessoas, são alienantes, e que podem ostentar outras alternativas. Ah, também não contaram que ninguém vai contar isso tudo prá gente.Cada um vai ter que descobrir sozinho.

E aí, quando você estiver muito apaixonado por você mesmo, vai poder ser muito feliz e se apaixonar por alguém.


Martha Medeiros

As razões que o amor desconhece...

"Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, se veste bem e é fã do Caetano. Isso são referências, só. Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá ou pelo tormento que provoca. Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera. Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo que o Amor tem de indefinível. Honestos existem aos milhares, generosos tem às pencas, bons motoristas e bons pais de família, está assim, ó.
Mas só o seu amor consegue ser do jeito que ele é."

Martha Medeiros

A despedida do amor...

Existem duas dores de amor:
A primeira é quando a relação termina e a gente, seguindo amando, tem que se acostumar com a ausência do outro, com a sensação de perda, de rejeição e com a falta de perspectiva, já que ainda estamos tão embrulhados na dor que não conseguimos ver luz no fim do túnel.
A segunda dor é quando começamos a vislumbrar a luz no fim do túnel.
A mais dilacerante é a dor física da falta de beijos e abraços, a dor de virar desimportante para o ser amado. Mas, quando esta dor passa, começamos um outro ritual de despedida: a dor de abandonar o amor que sentíamos. A dor de esvaziar o coração, de remover a saudade, de ficar livre, sem sentimento especial por aquela pessoa. Dói também...
Na verdade, ficamos apegados ao amor tanto quanto à pessoa que o gerou. Muitas pessoas reclamam por não conseguir se desprender de alguém. É que, sem se darem conta, não querem se desprender. Aquele amor, mesmo não retribuído, tornou-se um souvenir, lembrança de uma época bonita que foi vivida... Passou a ser um bem de valor inestimável, é uma sensação à qual a gente se apega. Faz parte de nós. Queremos, lógicamente, voltar a ser alegres e disponíveis, mas para isso é preciso abrir mão de algo que nos foi caro por muito tempo, que de certa maneira entranhou-se na gente, e que só com muito esforço é possível alforriar.
É uma dor mais amena, quase imperceptível. Talvez, por isso, costuma durar mais do que a "dor-de-cotovelo" propriamente dita. É uma dor que nos confunde. Parece ser aquela mesma dor primeira, mas já é outra. A pessoa que nos deixou já não nos interessa mais, mas interessa o amor que sentíamos por ela, aquele amor que nos justificava como seres humanos, que nos colocava dentro das estatísticas: "Eu amo, logo existo".
Despedir-se de um amor é despedir-se de si mesmo. É o arremate de uma história que terminou, externamente, sem nossa concordância, mas que precisa também sair de dentro da gente...
E só então a gente poderá amar, de novo.

Martha Medeiros

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Opinião de um homem sobre o corpo feminino...

Não importa o quanto pesa. É fascinante tocar, abraçar e acariciar o corpo de uma mulher. Saber seu peso não nos proporciona nenhuma emoção.
Não temos a menor idéia de qual seja seu manequim. Nossa avaliação é visual, isso quer dizer, se tem forma de guitarra... está bem.
Não nos importa quanto medem em centímetros - é uma questão de proporções, não de medidas. As proporções ideais do corpo de uma mulher são: curvilíneas, cheinhas, femininas... . Essa classe de corpo que, sem dúvida, se nota numa fração de segundo.
As magrinhas que desfilam nas passarelas, seguem a tendência desenhada por estilistas que, diga-se de passagem, são todos gays e odeiam as mulheres e com elas competem.
Suas modas são retas e sem formas e agridem o corpo que eles odeiam porque não podem tê-los. Não há beleza mais irresistível na mulher do que a feminilidade e a doçura.
A elegância e o bom trato, são equivalentes a mil viagras. A maquiagem foi inventada para que as mulheres a usem. Usem! Para andar de cara lavada, basta a nossa. Os cabelos, quanto mais tratados, melhor.
As saias foram inventadas para mostrar suas magníficas pernas.. Porque razões as cobrem com calças longas? Para que as confundam conosco? Uma onda é uma onda, as cadeiras são cadeiras e pronto. Se a natureza lhes deu estas formas curvilíneas, foi por alguma razão e eu reitero: nós gostamos assim. Ocultar essas formas, é como ter o melhor sofá embalado no sótão.
É essa a lei da natureza... que todo aquele que se casa com uma modelo magra, anoréxica, bulímica e nervosa logo procura uma amante cheinha, simpática, tranqüila e cheia de saúde.
Entendam de uma vez! Tratem de agradar a nós e não a vocês, porque, nunca terão uma referência objetiva, do quanto são lindas, dita por uma mulher.
Nenhuma mulher vai reconhecer jamais, diante de um homem, com sinceridade, que outra mulher é linda. As jovens são lindas... Mas as de 40 para cima, são verdadeiros pratos fortes. Por tantas delas somos capazes de atravessar o Atlântico a nado. O corpo muda... Cresce.
Não podem pensar sem ficarem psicóticas que podem entrar no mesmo vestidos que usavam aos 18. Entretanto uma mulher de 45, na qual entre na roupa que usou aos 18 anos, ou tem problemas de desenvolvimento ou está se auto-destruindo.
Nós gostamos das mulheres que sabem conduzir sua vida com equilíbrio e sabem controlar sua natural tendência a culpas. Ou seja, aquela que quando tem que comer, come com vontade (a dieta virá em setembro, não antes; quando tem que fazer dieta, faz dieta com vontade (não se saboteia e não sofre); quando tem que ter intimidade com o parceiro, tem com vontade; quando tem que comprar algo que goste, compra; quando tem que economizar, economiza.
Algumas linhas no rosto, algumas cicatrizes no ventre, algumas marcas de estrias não lhes tira a beleza. São feridas de guerra, testemunhas de que fizeram algo em suas vidas, não tiveram anos 'em formol' nem em spa... viveram!
O corpo da mulher é a prova de que Deus existe. É o sagrado recinto da gestação de todos os homens, onde foram alimentados, ninados e nós, sem querer, as enchemos de estrias, de cesáreas e demais coisas que tiveram que acontecer para estarmos vivos.
Cuidem-no! Cuidem-se! Amem-se! A beleza é tudo isto!!!

Paulo Coelho

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

O Tamanho das Pessoas...


Os tamanhos variam conforme o grau de envolvimento...
Uma pessoa é enorme para você, quando fala do que leu e viveu, quando trata você com carinho e respeito...
Quando olha nos olhos e sorri destravado...

É pequena para você quando só pensa em si mesma, quando se comporta de uma maneira pouco gentil...
Quando fracassa justamente no momento em que teria que demonstrar o que há de mais importante entre duas pessoas: A amizade, o respeito, o carinho.

Uma pessoa é gigante para você quando se interessa pela sua vida, quando busca alternativas para o seu crescimento, quando sonha junto com você.


É pequena quando desvia do assunto.


Uma pessoa é grande quando perdoa, quando compreende, quando se coloca no lugar do outro,quando age não de acordo com o que esperam dela,mas de acordo com o que espera de si mesma.


Uma pessoa é pequena quando se deixa reger por comportamentos clichês.


Uma mesma pessoa pode aparentar grandeza ou miudeza dentro de um relacionamento, pode crescer ou decrescer num espaço de poucas semanas.


Uma decepção pode diminuir o tamanho de um amor que parecia ser grande.


Uma ausência pode aumentar o tamanho de um amor que parecia ser ínfimo.
É difícil conviver com essa necessidade.
As pessoas que se agigantam nas críticas, se encolhem quando estão diante dos olhos que sabem os seus segredos íntimos e suas atitudes covardes de sua própria insegurança...


Nosso julgamento é feito não através de centímetros e metros, mas de ações e reações...de expectativas e frustrações.


Uma pessoa é única ao estender a mão, e ao recolhê-la inesperadamente, se torna mais uma.


O egoísmo unifica os insignificantes.


Não é a altura, nem o peso, nem os músculos que tornam uma pessoa grande...É a sua sensibilidade sem tamanho...
E ainda dizem que interferência atrapalha o caminhar do próximo...Na maioria das vezes, é despertar a coragem e a capacidade de se tornarem independentes.
A esperança está na certeza de que estes, se rendem diante da própria imagem, diante do espelho e se olham a cada dia mais infelizes...




(Willian Shakespeare)

terça-feira, 4 de novembro de 2008

A vida...


Um dia aprendemos que sorrir pode deixar alguem feliz ou triste, e isso não depende do quanto somos amigos.

Olhamos pra trás e vemos que quanto mais longe vamos, mas distante estamos de casa.

Crescemos e descobrimos que as estrelas não são vagalumes, e estão longe demais para ouvir nossos pedidos.

Aprendemos que falar não é o bastante para que nos escutem, que escutar não quer dizer entender, e isso doi! Mesmo assim continuamos a debulhar palavras.

Ouvimos dizer que "o sol nasce pra todos e a sombra é pra poucos". Olhamos pra cima e, como diria minha mãe, "o sol está de rachar mamonas", mas tudo bem porque poderia estar pior, se chovesse seria "chuva de canivete".

E continuamos nesse caminho, como se fosse o único, porque o diferente nos assusta e a covardia nos guia.


Autor desconhecido

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Deficiências...

"Deficiente" é aquele que não consegue mudar a sua vida, aceitando as imposições de outras pessoas ou da sociedade em que vive...Sem ter a consciência de que é dono do seu destino.

"Louco" é quem não procura ser feliz com o que possui.

"Cego" é aquele que não vê o seu próximo morrer de fome, frio, de miséria... E só tem olhos para os seus míseros problemas e pequenas dores.

"Surdo" é aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo ou o apelo de um irmão... Pois está sempre apressado para o trabalho e quer garantir os seus tostões no fim do mês.

"Mudo" é aquele que não consegue falar o que sente e se esconde por trás da máscara da hipocrisia.

"Paralítico" é quem não consegue andar na direção daqueles que precisam de sua ajuda.

"Diabético" é quem não consegue ser doce.

"Anão" é quem não sabe deixar o amor crescer.

E, finalmente, a pior deficiência é ser miserável... Pois "miseráveis" são todos aqueles que não conseguem falar com Deus.


A amizade é um amor que nunca morre...


Mário Quintana

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Entre eu e você - Catedral

Mais do que imaginei - Catedral

Melhor amiga...


"Quando eu era pequena, acreditava no conceito de uma melhor amiga.Depois, como mulher, descobri que se você permitir que seu coração seabra,você encontrará o melhor em muitas amigas. É preciso uma amiga quando você está com problemas com seu esposo/namorado.É preciso outra amiga quando você está com problemas com sua família.Uma outra quando você quer fazer compras, compartilhar, curar, ferir,brincar, fofocar ou apenas ser você. Uma amiga dirá 'vamos orar', uma outra 'vamos chorar', outra 'vamos lutar',outra 'vamos fugir'. Uma amiga atenderá às suas necessidades espirituais, uma outra à sualoucura por brincos, uma outra à sua paixão por filmes, outra estará comvocê em seus períodos confusos, outra será a luz, uma outra será o vento sob suas asas, e, quase todas, te puxarão a orelha de vez em quando. Mas onde quer que ela se encaixe em sua vida, independente da ocasião, do dia ou de quando você precisa, seja com seus tênis e cabelos presos, ou para impedir que você faça uma loucura... todas essas são suas melhores amigas.Elas podem ser concentradas em uma única mulher ou em várias...umas dainfância, umas da escola, várias dos anos de faculdade, umas outrasdos tempos de ralação no mestrado, algumas de antigos empregos, outras deocupações atuais, algumas da igreja, em todos os dias há a própria mãezinha, em outros dias sua vizinha, em outros podem ser suas irmãs, tias,primas, e em outros suas filhas.Assim, podem ter sido 20 minutos ou 20 anos o tempo que essas mulheres passaram e fizeram a diferença em sua vida. Minhas queridas, algumas de vocês podem até estar longe geograficamente demim, mas, estarão sendo lembradas com carinho perpetuamente, pois em algum momento da minha vida, fizeram algo por mim ou compartilharam de algum momento comigo, e desta forma, ganharam lugar cativo em meu coração.Obrigada a todas que fazem parte do meu círculo de mulheres maravilhosas que fizeram e ainda fazem a diferença em minha vida.


Obrigada por existirem em minha vida!"

(Autora desconhecida)
Este texto é especialmente para todas as pessoas maravilhosas que já passaram pela minha vida e, de uma maneira muito especial fizeram e ainda fazem parte da minha vida. Que estão ao meu lado sempre, mesmo nos momentos mais difíceis. Amigas estas que ocupam um lugar importante na minha história. Amigas que conheci no trabalho, que estão comigo todos os dias o dia todo. Que quando as coisas apertam, quando o nervosismo vem a tona, a gente ri, fofoca, faz terapia em grupo...hehehehehe...
Amigas também quem conheci na escola, na facu e que são extremamente essenciais na minha vida desde então.
Enfim, amo muito vocês e quero que estejam sempre comigo. Me perdoem os meus momentos de fraqueza, de nervosismo as vezes e tudo que eu tenha feito que tenha magoado alguma de vocês, tenham toda a certeza que esta não era a minha intenção.
Carol, não tenho como descrever. Está comigo o tempo todo, em todos os momentos...
Ara, que apesar do gênio forte é muito especial...
Kekê, que fico longe mas estamos sempre juntas...
Poly Psicopatinha, que me atura sempre né amiga...Especial demais...
Kel Psicopatinha, que me ajuda a pensar com a razão sempre...
Poli, doidinha sempre...Minha companheira do dia-a-dia...
Nice, o meu espelho de mulher forte, adorável...
Lu, minha xará que me dá uns puxões de orelhas de vez em quando...
Lud, pessoinha que me conhece o bastante já...Que sabe quando não estou bem...
Gabi, que anda me dando trabalho...hehehehe...Estágio sempre...
Gi, de vez em quando me leva pro bar...hauahuahua...adoro sempre...
Ana Raura, que me liga sempre as 18:15 +/- para conversar fiado...
Helem, também uma paciente de potencial...hauhauahua
Paty, a minha mais nova paciente e terapeuta...Já faz parte de mim...
Elas, que são os anjos da minha vida!!!
Lu Aguiar

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Criando um monstro...

O que pode criar um monstro? O que leva um rapaz de 22 anos a estragara própria vida e a vida de outras duas jovens por... Nada? Será que é índole? Talvez, a mídia? A influência da televisão? Asituação social da violência? Traumas? Raiva contida? Deficiência social ou mental? Permissividade da sociedade? O que faz alguém achar que pode comprar armas de fogo, entrar na casa de uma família, fazer reféns, assustar e desalojar vizinhos, ocupar a polícia por mais de 100 horas e atirar em duas pessoas inocentes? O rapaz deu a resposta: "ela não quis falar comigo". A garota disse não, não quero mais falar com você. E o garoto, dizendo que ama, não aceitou um não. Seu desejo era mais importante. Mas ontem, enquanto não conseguia dormir pensandonesse absurdo todo, pensei que o não da menina Eloá foi o único. Faltaram muitos outros nãos nessa história toda. Faltou um pai e uma mãe dizerem que a filha de 12 anos NÃO podia namorar um rapaz de 19. Faltou uma outra mãe dizer que NÃO iria sucumbir ao medo e ir lá tirar o filho do tal apartamento a puxões de orelha. Faltou outros pais dizerem que NÃO iriam atender ao pedido deum policial maluco de deixar a filha voltar para o cativeiro de onde,com sorte, já tinha escapado com vida. Faltou a polícia dizer NÃO ao próprio planejamento errôneo de mandar a garota de volta pra lá. Faltou o governo dizer NÃO ao sensacionalismo da imprensa em torno docaso, que permitiu que o tal sequestrador conversasse e chorasse compulsivamente em todos os programas de TV que o procuraram. Simplesassim. NÃO. Pelo jeito, a única que disse não nessa história foi punida com uma bala na cabeça.O mundo está carente de nãos. Dizer sim é mais fácil, é mais comodo...menos responsável...Vejo que cada vez mais os pais e professores morrem de medo de dizer não às crianças. Mulheres ainda têm medo de dizer não aos maridos ( e alguns maridos, temem dizer nãoàs esposas ). Pessoas têm medo de dizer não aos amigos. Noras que não conseguem dizer não às sogras, chefes que não dizem não aos subordinados, gente que não consegue dizer não aos próprios desejos. Eassim são criados alguns monstros. Talvez alguns não cheguem a sequestrar pessoas. Mas têm pequenos surtos quando escutam um não, seja do guarda de trânsito, do chefe, do professor, da namorada, do gerente do banco. Essas pessoas acabam crendo que abusar é normal. E élegal. Os pais dizem, "não posso traumatizar meu filho". E não é raro eu ver alguns tomando tapas de bebês com 1 ou 2 anos. Outros gastam o que não têm em brinquedos todos os dias e festas de aniversário faraônicas para suas crias. Sem falar nos adolescentes. Hoje em dia, é difícil ouvir alguém dizer não, você não pode bater no seu amiguinho. Não,você não vai assistir a uma novela feita para adultos. Não, você não vai fumar maconha enquanto for contra a lei. Não, você não vai passar a madrugada na rua. Não, você não vai dirigir sem carteira de habilitação. Não, você não vai beber uma cervejinha enquanto não fizer 18 anos. Não, essas pessoas não são companhias pra você. Não, hoje você não vai ganhar brinquedo ou comer salgadinho e chocolate. Não, aqui não é lugar para você ficar. Não, você não vai faltar na escola sem estar doente. Não, essa conversa não é pra você se meter. Não, com isto você não vai brincar. Não, hoje você está de castigo e não vai brincar no parque. Crianças e adolescentes que crescem sem ouvir bons, justos e firmes NÃOS crescem sem saber que o mundo não é só deles. E aí, no primeiro não que a vida dá ( e a vida dá muitos ) surtam. Usam drogas. Compram armas. Transam sem camisinha. Batem em professores. Furam o pneu do carro do chefe. Chutam mendigos e prostitutas na rua. E daí pordiante. Não estou defendendo a volta da educação rígida e sem diálogo, pelo contrário. Acredito piamente que crianças e adolescentes tratados com um amor real, sem culpa, tranquilo e livre, conseguem perfeitamente entender uma sanção do pai ou da mãe, um tapa, um castigo, um não. Intuem que o amor dos adultos pelas crianças não é só prazer - é também responsabilidade. E quem ouve uns nãos de vez em quando também aprende a dizê-los quando é preciso. Acaba aprendendo que é importante dizer não a algumas pessoas que tentam abusar de nós de diversas maneiras, com respeito e firmeza, mesmo que sejam pessoas que nosamem. O não protege, ensina e prepara. Por mais que seja difícil, eu tento dizer não aos seres humanos que cruzam o meu caminho quando acredito que é hora - e tento respeitar também os nãos que recebo. Nem sempre consigo, mas tento . Acredito que é aí que está a verdadeira prova de amor. E é também aí que está a solução para a violência cada vez mais desmedida e absurda dos nossos dias.


(Karina dos Santos Cabral)

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Tudo depende de mim...


"Hoje levantei cedo pensando no que tenho a fazer antes que o relógio marque meia noite. É minha função escolher que tipo de dia vou ter hoje. Posso reclamar porque está chovendo ou agradecer às águas por levarem a poluição. Posso ficar triste por não ter dinheiro ou me sentir encorajado para administrar minhas finanças, evitando o desperdício. Posso reclamar sobre minha saúde ou dar graças por estar vivo. Posso me queixar dos meus pais por não terem me dado tudo que eu queria ou posso ser grato por ter nascido. Posso reclamar por ter que ir trabalhar ou agradecer por ter um trabalho. Posso sentir tédio com o trabalho doméstico ou agradecer a Deus. Posso lamentar decepções com amigos ou me entusiasmar com a possibilidade de fazer novas amizades. Se as coisas não saíram como planejei posso ficar feliz por ter hoje para recomeçar. O dia está na minha frente esperando para ser o que quiser. E aqui estou eu, o escultor que pode dar forma. Tudo depende de mim.


Charles Chaplin

Se...


Se achar que precisa voltar, volte!
Se perceber que precisa seguir, siga!
Se estiver tudo errado, comece novamente.
Se estiver tudo certo, continue.
Se sentir saudade, mate-a!
Se perder um grande amor, não se perca!
Se achá-lo, segure-o.
Circunda-te de rosas, ama, beba e cala.
O mais, é nada!


Fernando Pessoa

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Amor próprio para as mulheres...


E tenho lido muito sobre a Eloá. Em versos, prosas ou crônicas, mas acredito que existem “N” Eloás por aí. Não só adolescentes, mas “Eloás “ adultas, que ainda hoje, se perdem, se prendem, se esquecem por uma idéia de amor. É, porque o relacionamento dessa menina, não era amor. Amor não prende - une; amor não maltrata – cuida; amor não aprisiona – liberta; amor não machuca – cura. Trago em mim um conceito sobre amor que é algo bonito e recíproco. Tem que haver química, a mesma troca de olhar, o olhar na mesma direção, é preciso ter mesmos quereres, interesse mútuo, cumplicidade de sentimentos...Quem nunca acreditou estar perdidamente apaixonado e idealizou a sua paixão, depositando nela a responsabilidade de estar ali no outro a sua felicidade? Precisamos antes, nos amar, ter amor próprio para enxergar no outro um amor de verdade que nos completa e não tê-lo por dependência. Quando acreditamos que nossa felicidade depende do outro, tornamos o relacionamento algo pesado e difícil de levar. Amor implica bem-estar, sentir-se bem e perceber que está sendo um bem para o outro com a mesma procura e intensidade. Se o amor é unilateral, creio que não vale a pena investir nesse relacionamento. Uma hora haverá rupturas. E quando só um lado quer e muito, pode ser nocivo para ambos. A sensação de perda de um amor assim que se imagina “grande demais” é perigoso, pois a parte que ama, fica totalmente dependente, fragilizada, insegura. Vai querer fazer de tudo para o outro acredite que ambos se necessitam, quando a realidade é bem diferente...Sim, há Eloás adultas que tentam sair de um “relacionamento-prisão” e acabam sendo agredidas, violentadas ou mortas. É grande o número de mulher que vive com homem agressivo, violento e que a agride, que mesmo com toda violência diária doméstica, o relacionamento permanece porque ambos se perdoam, muitas vezes justificando “ele me ama, era ciúme” ou “ele havia ingerido bebida alcoólica”... Aceitar esse tipo de argumento, essa desculpa, faça-me o favor! Hoje em dia, não podemos mais compactuar com essa atitude retrógrada! O mundo evoluiu, a mulher também. Então por que viver num ambiente assim? Masoquismo? Não! Há sempre um meio melhor, uma saída. Difícil, eu sei... Melhor, porém, do que perder a própria vida.E as mulheres que se abrem, fazem cenas, declarações íntimas, se expõem para uma pessoa que muitas vezes só conhecem as palavras? Quando leio alguns textos no site, vejo mulheres declarando seu amor, sua paixão e mesmo “tesão” de uma forma banal, vulgar. Percebe o apelo, a carência, o desrespeito consigo mesmo – falta de amor próprio. E pelo teor do conteúdo, não há reciprocidade, é uma mendicância de atenção. Dá impressão de que estou mesmo num site de relacionamento, não literário. Sinto dó dessas mulheres que chegam a este ponto. Também já tive ilusões, fui jovem... Mas nunca deixei que meu amor superasse minha dignidade. Algumas mulheres podem me odiar por estar falando francamente assim, mas saibam que eu me incluo nesta lista de mulheres que entram em estado de êxtase quando lêem ou vêem alguém. Apaixonar-se ou acreditar estar apaixonada não é privilégio das mulheres jovens não. Mulheres mais maduras e mesmo as casadas se não se policiarem ficam com as cabeças nas nuvens com tipos sedutores. Quando me vejo inebriada, geralmente com poesias e começo a criar fantasias, vou logo dando três estaladas de dedo em frente dos meus olhos para sair do transe, voltar das nuvens, retornando para o mundo real. É ótimo estar apaixonada, faz-nos sentir vivas, alegres, renovadas. Mas estar apaixonada sendo correspondida é bem melhor.Quando acreditamos estar assim “perdidamente apaixonadas”, parece que ficamos com uma trava nos olhos impedindo-nos de perceber a realidade. Quando, por algum motivo ou luz divina, saímos deste estado catatônico que a paixão platônica nos causa; sentimos vergonha num misto de raiva por termos perdido tanto tempo com alguém que não soube acolher todo esse amor. Foi válido aquele sentimento de amor unilateral. Enquanto iludidas, viajamos, criamos um mundo fantasioso de belas situações e de finais felizes, concordam? Servem até de inspiração...Bem, cara amiga, já sabe... Se começar a ficar assim muito empolgada por alguém e começar a fazer coisas que normalmente não faz ou faria, estale os dedos......E siga feliz!


Djanira Luz

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Pensamentos tardios...

Sabe, estava pensando aqui "cá com meus botões".Deveria ser terminantemente proibido a qualquer 'ex', de qualquer espécie, o direito de voltar e dizer: "Sabe, descobri que quero você novamente" ou "Você sabe que me faz feliz" ou "Sinto saudade de você".Sei que possivelmente eu já tenha feito isso algumas vezes, assim como você e tantos outros. Sei que pode parecer muito duro, já que todos têm o direito ao arrependimento, a mudança de pensamento ou opinião. Mas vocês hão de convir comigo, muito mais duro é o tempo que se leva pra assimilar um "fim", "acabou".Não, não estou falando de negar o fato, pôr um sorriso hipócrita e tão amarelo quanto falso nos lábios, em nome de um suposto pensamento positivo, 'up', que tudo ficará bem se você sentir-se bem.Ah! Faça-me o favor... A criatura se sentindo um lixo, deixada de lado, trocada, abandonada, sozinha, um trapo humano (Tudo bem tô exagerando... mas vão me dizer que não é assim que todos, homens ou mulheres, se sentem?) e ainda ter que pôr um sorriso ridículo na cara pra que os demais seres vivos ao redor não se sintam incomodados com a sua tristeza?Já ouvi e já disse algumas vezes também (não sou adepta a esconder minhas próprias mazelas): "Não quero que sintam pena de mim!". Mas de que adianta esconder dos outros, se nesse momento a gente só se enche de uma puta de autocomiseração?Alô!!!! Galera!!! Todo fim dói muito!Mesmo aqueles já "com morte anunciada". Mesmo os agendados. Mesmo aqueles que eram mais certos que o começo. Todo fim dói.Eu me recuso a vestir a máscara do "tudo bem" enquanto morro por dentro. Sem exageros é claro, que ninguém tem obrigação de me agüentar... Mas daí a ter que estar "suuuuuuuuuuuperrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr bem" sempre e o tempo todo, nem pensar. Não gostou do meu estado de espírito? Dê-me espaço, vai ver eu realmente preciso respirar um pouco sozinha. Quer ajudar? Fica ali do lado, segura na mão, oferece colo, ombro... Mas deixa essa dor sair.Acho que é como minha mãe dizia dos pequenos furúnculos que aparecem nas crianças: "Quando estourar tem que sair tudo. Se guardar é pior".A isso eu chamo 'coerência comigo mesma'. Se me alegrou, eu sorrio. Se doeu, eu grito. Se me entristeceu, eu choro. Não adianta tentar enganar os outros, quem dirá a si mesmo!Somos seres sociais, se é que vocês ainda não perceberam. A gente enlouquece se não tiver ao menos um tonto na linha do outro lado dizendo: "Em que posso ajudá-lo?" (sem falar no que se dizem 'ilhas', mas não vivem sem a nova modalidade de 'rocha para ermitãos', chamada Internet. Sozinho, porém com bilhões de pessoas). No fundo, queremos alguém pra partilhar, não precisa ser namorado ou namorada, marido ou esposa, amante. Pode ser amigo, colega, contato no MSN, Chat, orkut, 'yogurte', "qualquer-desses-uts-da-vida-hoje". E é por isso que o 'fim' dói.Sentimos a perda, a falta. Parece que o mundo acabou pela falta de um. Parece que a dor é tanta, como se tivessem levado um pedaço de nós junto com eles.DóiMachucaDilaceraFaz as lágrimas descerem copiosas pelo rosto.Tira-nos a vontade de estarmos com todos os outros milhares de pessoas que estão, e continuam ao nosso redor.Até que percebemos justamente isso. Temos milhares de pessoas ao nosso redor. Boas pessoas, pessoas engraçadas, pessoas amáveis, pessoas certinhas, erradinhas, cuidadozinhas, estabanadinhas e por aí vai.E eu não estou falando em viver um dramalhão mexicano por-todos-os-sofríveis-últimos-anos-da-vida. Não é isso! Porque até os/as muito sofridos (as) heróis/heroínas mexicanas têm finais felizes. Que ninguém é de ferro, né? Nem nas novelas!Tô falando em dor, sofrimento natural, sentimento.Com o tempo a gente volta a sorrir, com o tempo a gente volta a perceber as pessoas, as coisas, as cores, as belezas. Com o tempo. E por mais que seja um ditado batido: O Tempo cura! E não tô falando em esquecer, mas de curar. Como a feridinha, que deixou a cicatriz, mas não dói mais. Curada.É um ciclo natural. Se alguém não consegue sair disso, precisa mais que ombro ou lencinho, precisa se tratar: "Porque não há dor que dure para sempre".Só, que nesse meio tempo, entre a ferida aberta e a cicatriz, alguns dos digníssimos senhores e senhoras portadores do "fim", "não dá mais", "é melhor a gente dar um tempo", "acho que não podemos mais ficar juntos", "precisamos de espaço", "vai embora", "me esquece", etc-e-tals, resolvem que precisam de nós, que necessitam dramaticamente da nossa presença, que carecem desesperadamente que voltemos pra eles/elas.Bom, quem nunca fez isso que atire a primeira pedra (mesmo que tenhamos que nos esconder atrás do escudo pelas pedras dos hipócritas). Mas se me permitem um desabafo: VÁ SE DANAR!!!!Dias de dor, coração apertado, sentimento de rejeição, pra num belo dia o causador chegar e dizer (subliminarmente): "Pô, foi mal... enganei-me. Achei que você era um pé-no-saco, mas descobri que só você me agüenta”.O pior é que isso só acontece quando já se está a mais de meio caminho andado da "cura". Mais feliz, mais tranqüilo, mais “dono-de-si". Geralmente quando se deu espaço pra outra pessoa tentar, ao menos, derrubar as barreiras impostas pelo coração dolorido. Aí, vem a droga do 'radar de ex'. Já falei sobre minha teoria do 'radar de ex'? Não? Pois bem. Vocês nunca se perguntaram como é que uma pessoa que há tempos sequer fala com você, de repente tem uma louca saudade de você? Uma vontade incontida de saber como você está? Um alucinante desejo de ter você por perto novamente? E justamente quando tudo o que você não precisa é a presença dessa pessoa (porque geralmente você está engatando uma nova amizade/namoro/relacionamento). Não perceberam isso? É o radar de 'ex'. É incrivelmente infalível! Eles (os ex) sempre aparecem. E o pior: cheios de amor pra dar! Com aquelas frases que esperamos por tanto tempo pra ouvir de suas bocas, mas que nunca vieram, até ali!Isso devia ser proibido.A fila anda!!!! E quem já passou a vez, passou!!!!Quer ser amigo, sejamos... Cada um na sua.Tô pedindo demais? É, tô.Mas não custa nada reclamar, até porque no dia que eu perder a minha capacidade de me indignar com as coisas pode contar... Eu morri.Não pensem que escrevo esse texto olhando pra fora. Não. Olho pra mim. Olho pras vezes que eu fui a 'ex'. Pras horas em que meu alerta do 'radar de ex' tocou. E penso em ser mais ponderada. Mas também olho pra fora, para aqueles que não perceberam que o fim dói, mesmo que o sorriso amarelo esteja lá, ainda assim dói.Ainda assim, dói.Mas se é verdadeiro, mesmo... Se a saudade foi maior, se a vontade de estar perto for tão grande que valha a pena voltar e pedir 'perdão' ou pedir pra ficar, bom... Imagino que nenhum de nós vá se importar em 'sofrer' um pouco a vingança-natural-da-dor, não é?Se for o que se quer, voltar, aprenda a ser paciente, a esperar, a perseverar ou até de entender um "não quero mais". Porque também se tem o direito de errar, mas não de fazer sofrer. E pra tudo se tem um preço na vida! As colheitas são sempre certas.Mas uma coisa tenho certeza, depois que as 'curas' vêm, tudo fica mais fácil... Até dizer um "até logo" fica mais agradável.Por que escrevi isso? Sei lá... Pensamentos tardios de uma mente que não aprendeu a parar.

Cau Alexandre

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Paciência...


Ah! Se vendessem paciência nas farmácias e supermercados... Muita gente
iria gastar boa parte do salário nessa mercadoria tão rara hoje em dia.
Por muito pouco a madame que parece uma "lady" solta palavrões e berros que
lembram as antigas "trabalhadoras do cais"... E o bem comportado executivo?
O "cavalheiro" se transforma numa "besta selvagem" no trânsito que ele
mesmo ajuda a tumultuar...

Os filhos atrapalham, os idosos incomodam, a voz da vizinha é um tormento,
o jeito do chefe é demais para sua cabeça, a esposa virou uma chata, o
marido uma "mala sem alça". Aquela velha amiga uma "alça sem mala", o
emprego uma tortura, a escola uma chatice.

O cinema se arrasta, o teatro nem pensar, até o passeio virou
novela.

Outro dia, vi um jovem reclamando que o banco dele pela internet estava
demorando a dar o saldo, eu me lembrei da fila dos bancos e balancei a
cabeça, inconformado...

Vi uma moça abrindo um e-mail com um texto maravilhoso e ela
deletou sem sequer ler o título, dizendo que era longo demais.

Pobres de nós, meninos e meninas sem paciência, sem tempo para a
vida, sem tempo para Deus.

A paciência está em falta no mercado, e pelo jeito, a paciência
sintética dos calmantes está cada vez mais em alta.

Pergunte para alguém, que você saiba que é "ansioso demais" onde
ele quer chegar?

Qual é a finalidade de sua vida?

Surpreenda-se com a falta de metas, com o vago de sua resposta.

E você?
Onde você quer chegar?
Está correndo tanto para quê?
Por quem?
Seu coração vai agüentar?
Se você morrer hoje de infarto agudo do miocárdio o mundo vai
parar?
A empresa que você trabalha vai acabar?
As pessoas que você ama vão parar?
Será que você conseguiu ler até aqui?

Respire... Acalme-se...

O mundo está apenas na sua primeira volta e, com certeza, no final
do dia vai completar o seu giro ao redor do sol, com ou sem a sua
paciência...

NÃO SOMOS SERES HUMANOS PASSANDO POR UMA EXPERIÊNCIA ESPIRITUAL... SOMOS
SERES ESPIRITUAIS PASSANDO POR UMA EXPERIÊNCIA HUMANA.


Arnaldo Jabour

domingo, 12 de outubro de 2008

O amor acaba...


O amor acaba. Numa esquina, por exemplo, num domingo de lua nova, depois de teatro e silêncio; acaba em cafés engordurados, diferentes dos parques de ouro onde começou a pulsar; de repente, ao meio do cigarro que ele atira de raiva contra um automóvel ou que ela esmaga no cinzeiro repleto, polvilhando de cinzas o escarlate das unhas; na acidez da aurora tropical, depois duma noite votada à alegria póstuma, que não veio; e acaba o amor no desenlace das mãos no cinema, como tentáculos saciados, e elas se movimentam no escuro como dois polvos de solidão; como se as mãos soubessem antes que o amor tinha acabado; na insônia dos braços luminosos do relógio; e acaba o amor nas sorveterias diante do colorido iceberg, entre frisos de alumínio e espelhos monótonos; e no olhar do cavaleiro errante que passou pela pensão; às vezes acaba o amor nos braços torturados de Jesus, filho crucificado de todas as mulheres; mecanicamente, no elevador, como se lhe faltasse energia; no andar diferente da irmã dentro de casa o amor pode acabar; na epifania da pretensão ridícula dos bigodes; nas ligas, nas cintas, nos brincos e nas silabadas femininas; quando a alma se habitua às províncias empoeiradas da Ásia, onde o amor pode ser outra coisa, o amor pode acabar; na compulsão da simplicidade simplesmente; no sábado, depois de três goles mornos de gim à beira da piscina; no filho tantas vezes semeado, às vezes vingado por alguns dias, mas que não floresceu, abrindo parágrafos de ódio inexplicável entre o pólen e o gineceu de duas flores; em apartamentos refrigerados, atapetados, aturdidos de delicadezas, onde há mais encanto que desejo; e o amor acaba na poeira que vertem os crepúsculos, caindo imperceptível no beijo de ir e vir; em salas esmaltadas com sangue, suor e desespero; nos roteiros do tédio para o tédio, na barca, no trem, no ônibus, ida e volta de nada para nada; em cavernas de sala e quarto conjugados o amor se eriça e acaba; no inferno o amor não começa; na usura o amor se dissolve; em Brasília o amor pode virar pó; no Rio, frivolidade; em Belo Horizonte, remorso; em São Paulo, dinheiro; uma carta que chegou depois, o amor acaba; uma carta que chegou antes, e o amor acaba; na descontrolada fantasia da libido; às vezes acaba na mesma música que começou, com o mesmo drinque, diante dos mesmos cisnes; e muitas vezes acaba em ouro e diamante, dispersado entre astros; e acaba nas encruzilhadas de Paris, Londres, Nova Iorque; no coração que se dilata e quebra, e o médico sentencia imprestável para o amor; e acaba no longo périplo, tocando em todos os portos, até se desfazer em mares gelados; e acaba depois que se viu a bruma que veste o mundo; na janela que se abre, na janela que se fecha; às vezes não acaba e é simplesmente esquecido como um espelho de bolsa, que continua reverberando sem razão até que alguém, humilde, o carregue consigo; às vezes o amor acaba como se fora melhor nunca ter existido; mas pode acabar com doçura e esperança; uma palavra, muda ou articulada, e acaba o amor; na verdade; o álcool; de manhã, de tarde, de noite; na floração excessiva da primavera; no abuso do verão; na dissonância do outono; no conforto do inverno; em todos os lugares o amor acaba; a qualquer hora o amor acaba; por qualquer motivo o amor acaba; para recomeçar em todos os lugares e a qualquer minuto o amor acaba.


Paulo Mendes Campos

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Quanto tempo será que demora...


"Acordei com o seu gosto e a lembrança do seu rosto...

Por quê você se fez tão linda???

Mas agora você vai embora, quanto tempo será que demora??? Um mês pra passar...

A vida inteira de um inseto...

Um embrião pra virar feto...

A folha do calendário...

O trabalho pra ganhar um salário...

Mas daqui a um mês quando você voltar...A lua vai tá cheia e no mesmo lugar!!!

Se eu pudesse escolher outra forma de ser...Eu seria você!!!

E a saudade em mim agora, quanto tempo será que demora??? Um mês pra passar...

Ser campeão da copa do mundo...

Um dia em Saturno...

Pra criança que não sabe contar, vai levar um tempão!!!

Mas daqui a um mês quando você voltar...A lua vai tá cheia e no mesmo lugar!!!

Mas daqui a um mês quando você voltar...A lua vai tá cheia e no mesmo lugar!!!

Mas daqui a um mês quando você voltar...A lua vai tá cheia e no mesmo lugar!!!"


Biquini Cavadão


quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Um dia descobrimos...



Um dia descobrimos que beijar uma pessoa para esquecer outra, é bobagem. Você não só não esquece, como pensa muito mais nela... Um dia percebemos que se apaixonar é inevitável e que as melhores provas de amor são as mais simples. Percebemos que o comum não nos atrai e que ser classificado como o bonzinho NÃO É BOM... Perceberemos que a pessoa que nunca te liga é a que mais pensa em você... Perceberemos a importância da frase: "Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas"... Percebemos que somos muito importante para alguém mas não damos valor a isso... Um dia percebemos como aquele amigo faz falta, mas aí já é tarde demais... Aprendemos que "não se ama pelo que se tem de belo, e sim, pelo que se tem de raro, por isso, raramente se ama." Enfim, aprendemos que o tempo é curto... O jeito é: ou nos conformamos com a falta de algumas coisas na nossa vida ou lutamos para realizar todas as nossas loucuras... Quem não compreende um olhar, tão pouco compreenderá uma longa explicação.


Autor desconhecido

Expectativas...


Quando depositamos muita confiança ou expectativas em uma pessoa, o risco de se decepcionar é muito grande.
As pessoas não estão neste mundo para satisfazer nossas expectativas, assim como não estamos aqui para satisfazer as delas.
Temos que nos bastar.
Nos bastar sempre e, quando procurarmos estar com alguém, fazer isso ciente de que estamos juntos porque gostamos, porque queremos e nos sentimos bem, mas nunca por precisar de alguém.
As pessoas não se "precisam".
Elas se "completam".
Não por serem metades, mas por serem pessoas inteiras, dispostas a dividir objetivos comuns, alegrias e vida.
Autor desconhecido

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Minha vida...


No dia 01 de setembro, tive o meu primeiro contato com a clínica psiquiátrica. Foi a primeira vez que pude me colocar diante daquelas pessoas que buscam a cura...Que buscam alguém que possam ouví-las e fazer algo por elas. Pude me propor a ter a sensibilidade de me colocar no lugar do outro, de praticar a empatia...Sentimento que pouco temos tido nos dias de hoje...

Ouvi histórias e presenciei angústias...Estas que me chocavam profundamente...Que me fazia a cada minuto me chamar de volta para o meu lugar, o de uma estagiária de Psicologia...Não posso me dar ao luxo de viver o sofrimento dos pacientes..Se não, é impossível exercer o meu papel...Devo saber separar o que é meu e o que é do outro...O que é do meu alcance e aquilo que não posso contribuir...Devo, no momento em que estou com os pacientes, dar ao máximo de mim...Da minha atenção, da minha compreensão e do meu conhecimento...Mas ao sair do consultório, tenho que ter a força de deixar tudo ali...Tudo o que ouvi e tudo o que os pacientes me fizeram sentir...

Hoje, 30 de setembro, tive a oportunidade de estar naquele lugar pela segunda vez...Hoje, menos perdida e mais certa do que eu iria encontrar, e de como eu deveria tentar me comportar diante das histórias e patologias que iria encontrar...

Foi difícil segurar as minhas lágrimas, quando uma senhora começou a contar a sua história e ao tocar no nome do filho falecido, a sua emoção veio a tona...Ela já não conseguia falar direito...Ia se perdendo em idéias e pensamentos...Tive que me conter...A vontade que eu tinha era de poder arrancar com as mão aquele sofrimento sabe? Tirar do coração daquela senhora todo o sentimento de tristeza, de incoformidade, etc., mesmo sabendo que este é um luto que ela deve elaborar sozinha, com o tempo...Logo que terminou a consulta, olhei para a minha professora, que é a Psiquiatra que está nos coordenando no estágio e ela disse: "Não chora hein? Você não pode chorar!"

Mais uma vez me sinto apaixonada com o que escolhi para a minha vida, a Psicologia...Não tem explicação e nem dinheiro que pague o olhar de uma senhora que olha pra nós e diz que agradece todos os dias a Deus por colocar estes profissionais na vida dela. Não tem palavra que descreva isto...


Luciana Aguiar