sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Deficiências...

"Deficiente" é aquele que não consegue mudar a sua vida, aceitando as imposições de outras pessoas ou da sociedade em que vive...Sem ter a consciência de que é dono do seu destino.

"Louco" é quem não procura ser feliz com o que possui.

"Cego" é aquele que não vê o seu próximo morrer de fome, frio, de miséria... E só tem olhos para os seus míseros problemas e pequenas dores.

"Surdo" é aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo ou o apelo de um irmão... Pois está sempre apressado para o trabalho e quer garantir os seus tostões no fim do mês.

"Mudo" é aquele que não consegue falar o que sente e se esconde por trás da máscara da hipocrisia.

"Paralítico" é quem não consegue andar na direção daqueles que precisam de sua ajuda.

"Diabético" é quem não consegue ser doce.

"Anão" é quem não sabe deixar o amor crescer.

E, finalmente, a pior deficiência é ser miserável... Pois "miseráveis" são todos aqueles que não conseguem falar com Deus.


A amizade é um amor que nunca morre...


Mário Quintana

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Entre eu e você - Catedral

Mais do que imaginei - Catedral

Melhor amiga...


"Quando eu era pequena, acreditava no conceito de uma melhor amiga.Depois, como mulher, descobri que se você permitir que seu coração seabra,você encontrará o melhor em muitas amigas. É preciso uma amiga quando você está com problemas com seu esposo/namorado.É preciso outra amiga quando você está com problemas com sua família.Uma outra quando você quer fazer compras, compartilhar, curar, ferir,brincar, fofocar ou apenas ser você. Uma amiga dirá 'vamos orar', uma outra 'vamos chorar', outra 'vamos lutar',outra 'vamos fugir'. Uma amiga atenderá às suas necessidades espirituais, uma outra à sualoucura por brincos, uma outra à sua paixão por filmes, outra estará comvocê em seus períodos confusos, outra será a luz, uma outra será o vento sob suas asas, e, quase todas, te puxarão a orelha de vez em quando. Mas onde quer que ela se encaixe em sua vida, independente da ocasião, do dia ou de quando você precisa, seja com seus tênis e cabelos presos, ou para impedir que você faça uma loucura... todas essas são suas melhores amigas.Elas podem ser concentradas em uma única mulher ou em várias...umas dainfância, umas da escola, várias dos anos de faculdade, umas outrasdos tempos de ralação no mestrado, algumas de antigos empregos, outras deocupações atuais, algumas da igreja, em todos os dias há a própria mãezinha, em outros dias sua vizinha, em outros podem ser suas irmãs, tias,primas, e em outros suas filhas.Assim, podem ter sido 20 minutos ou 20 anos o tempo que essas mulheres passaram e fizeram a diferença em sua vida. Minhas queridas, algumas de vocês podem até estar longe geograficamente demim, mas, estarão sendo lembradas com carinho perpetuamente, pois em algum momento da minha vida, fizeram algo por mim ou compartilharam de algum momento comigo, e desta forma, ganharam lugar cativo em meu coração.Obrigada a todas que fazem parte do meu círculo de mulheres maravilhosas que fizeram e ainda fazem a diferença em minha vida.


Obrigada por existirem em minha vida!"

(Autora desconhecida)
Este texto é especialmente para todas as pessoas maravilhosas que já passaram pela minha vida e, de uma maneira muito especial fizeram e ainda fazem parte da minha vida. Que estão ao meu lado sempre, mesmo nos momentos mais difíceis. Amigas estas que ocupam um lugar importante na minha história. Amigas que conheci no trabalho, que estão comigo todos os dias o dia todo. Que quando as coisas apertam, quando o nervosismo vem a tona, a gente ri, fofoca, faz terapia em grupo...hehehehehe...
Amigas também quem conheci na escola, na facu e que são extremamente essenciais na minha vida desde então.
Enfim, amo muito vocês e quero que estejam sempre comigo. Me perdoem os meus momentos de fraqueza, de nervosismo as vezes e tudo que eu tenha feito que tenha magoado alguma de vocês, tenham toda a certeza que esta não era a minha intenção.
Carol, não tenho como descrever. Está comigo o tempo todo, em todos os momentos...
Ara, que apesar do gênio forte é muito especial...
Kekê, que fico longe mas estamos sempre juntas...
Poly Psicopatinha, que me atura sempre né amiga...Especial demais...
Kel Psicopatinha, que me ajuda a pensar com a razão sempre...
Poli, doidinha sempre...Minha companheira do dia-a-dia...
Nice, o meu espelho de mulher forte, adorável...
Lu, minha xará que me dá uns puxões de orelhas de vez em quando...
Lud, pessoinha que me conhece o bastante já...Que sabe quando não estou bem...
Gabi, que anda me dando trabalho...hehehehe...Estágio sempre...
Gi, de vez em quando me leva pro bar...hauahuahua...adoro sempre...
Ana Raura, que me liga sempre as 18:15 +/- para conversar fiado...
Helem, também uma paciente de potencial...hauhauahua
Paty, a minha mais nova paciente e terapeuta...Já faz parte de mim...
Elas, que são os anjos da minha vida!!!
Lu Aguiar

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Criando um monstro...

O que pode criar um monstro? O que leva um rapaz de 22 anos a estragara própria vida e a vida de outras duas jovens por... Nada? Será que é índole? Talvez, a mídia? A influência da televisão? Asituação social da violência? Traumas? Raiva contida? Deficiência social ou mental? Permissividade da sociedade? O que faz alguém achar que pode comprar armas de fogo, entrar na casa de uma família, fazer reféns, assustar e desalojar vizinhos, ocupar a polícia por mais de 100 horas e atirar em duas pessoas inocentes? O rapaz deu a resposta: "ela não quis falar comigo". A garota disse não, não quero mais falar com você. E o garoto, dizendo que ama, não aceitou um não. Seu desejo era mais importante. Mas ontem, enquanto não conseguia dormir pensandonesse absurdo todo, pensei que o não da menina Eloá foi o único. Faltaram muitos outros nãos nessa história toda. Faltou um pai e uma mãe dizerem que a filha de 12 anos NÃO podia namorar um rapaz de 19. Faltou uma outra mãe dizer que NÃO iria sucumbir ao medo e ir lá tirar o filho do tal apartamento a puxões de orelha. Faltou outros pais dizerem que NÃO iriam atender ao pedido deum policial maluco de deixar a filha voltar para o cativeiro de onde,com sorte, já tinha escapado com vida. Faltou a polícia dizer NÃO ao próprio planejamento errôneo de mandar a garota de volta pra lá. Faltou o governo dizer NÃO ao sensacionalismo da imprensa em torno docaso, que permitiu que o tal sequestrador conversasse e chorasse compulsivamente em todos os programas de TV que o procuraram. Simplesassim. NÃO. Pelo jeito, a única que disse não nessa história foi punida com uma bala na cabeça.O mundo está carente de nãos. Dizer sim é mais fácil, é mais comodo...menos responsável...Vejo que cada vez mais os pais e professores morrem de medo de dizer não às crianças. Mulheres ainda têm medo de dizer não aos maridos ( e alguns maridos, temem dizer nãoàs esposas ). Pessoas têm medo de dizer não aos amigos. Noras que não conseguem dizer não às sogras, chefes que não dizem não aos subordinados, gente que não consegue dizer não aos próprios desejos. Eassim são criados alguns monstros. Talvez alguns não cheguem a sequestrar pessoas. Mas têm pequenos surtos quando escutam um não, seja do guarda de trânsito, do chefe, do professor, da namorada, do gerente do banco. Essas pessoas acabam crendo que abusar é normal. E élegal. Os pais dizem, "não posso traumatizar meu filho". E não é raro eu ver alguns tomando tapas de bebês com 1 ou 2 anos. Outros gastam o que não têm em brinquedos todos os dias e festas de aniversário faraônicas para suas crias. Sem falar nos adolescentes. Hoje em dia, é difícil ouvir alguém dizer não, você não pode bater no seu amiguinho. Não,você não vai assistir a uma novela feita para adultos. Não, você não vai fumar maconha enquanto for contra a lei. Não, você não vai passar a madrugada na rua. Não, você não vai dirigir sem carteira de habilitação. Não, você não vai beber uma cervejinha enquanto não fizer 18 anos. Não, essas pessoas não são companhias pra você. Não, hoje você não vai ganhar brinquedo ou comer salgadinho e chocolate. Não, aqui não é lugar para você ficar. Não, você não vai faltar na escola sem estar doente. Não, essa conversa não é pra você se meter. Não, com isto você não vai brincar. Não, hoje você está de castigo e não vai brincar no parque. Crianças e adolescentes que crescem sem ouvir bons, justos e firmes NÃOS crescem sem saber que o mundo não é só deles. E aí, no primeiro não que a vida dá ( e a vida dá muitos ) surtam. Usam drogas. Compram armas. Transam sem camisinha. Batem em professores. Furam o pneu do carro do chefe. Chutam mendigos e prostitutas na rua. E daí pordiante. Não estou defendendo a volta da educação rígida e sem diálogo, pelo contrário. Acredito piamente que crianças e adolescentes tratados com um amor real, sem culpa, tranquilo e livre, conseguem perfeitamente entender uma sanção do pai ou da mãe, um tapa, um castigo, um não. Intuem que o amor dos adultos pelas crianças não é só prazer - é também responsabilidade. E quem ouve uns nãos de vez em quando também aprende a dizê-los quando é preciso. Acaba aprendendo que é importante dizer não a algumas pessoas que tentam abusar de nós de diversas maneiras, com respeito e firmeza, mesmo que sejam pessoas que nosamem. O não protege, ensina e prepara. Por mais que seja difícil, eu tento dizer não aos seres humanos que cruzam o meu caminho quando acredito que é hora - e tento respeitar também os nãos que recebo. Nem sempre consigo, mas tento . Acredito que é aí que está a verdadeira prova de amor. E é também aí que está a solução para a violência cada vez mais desmedida e absurda dos nossos dias.


(Karina dos Santos Cabral)

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Tudo depende de mim...


"Hoje levantei cedo pensando no que tenho a fazer antes que o relógio marque meia noite. É minha função escolher que tipo de dia vou ter hoje. Posso reclamar porque está chovendo ou agradecer às águas por levarem a poluição. Posso ficar triste por não ter dinheiro ou me sentir encorajado para administrar minhas finanças, evitando o desperdício. Posso reclamar sobre minha saúde ou dar graças por estar vivo. Posso me queixar dos meus pais por não terem me dado tudo que eu queria ou posso ser grato por ter nascido. Posso reclamar por ter que ir trabalhar ou agradecer por ter um trabalho. Posso sentir tédio com o trabalho doméstico ou agradecer a Deus. Posso lamentar decepções com amigos ou me entusiasmar com a possibilidade de fazer novas amizades. Se as coisas não saíram como planejei posso ficar feliz por ter hoje para recomeçar. O dia está na minha frente esperando para ser o que quiser. E aqui estou eu, o escultor que pode dar forma. Tudo depende de mim.


Charles Chaplin

Se...


Se achar que precisa voltar, volte!
Se perceber que precisa seguir, siga!
Se estiver tudo errado, comece novamente.
Se estiver tudo certo, continue.
Se sentir saudade, mate-a!
Se perder um grande amor, não se perca!
Se achá-lo, segure-o.
Circunda-te de rosas, ama, beba e cala.
O mais, é nada!


Fernando Pessoa

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Amor próprio para as mulheres...


E tenho lido muito sobre a Eloá. Em versos, prosas ou crônicas, mas acredito que existem “N” Eloás por aí. Não só adolescentes, mas “Eloás “ adultas, que ainda hoje, se perdem, se prendem, se esquecem por uma idéia de amor. É, porque o relacionamento dessa menina, não era amor. Amor não prende - une; amor não maltrata – cuida; amor não aprisiona – liberta; amor não machuca – cura. Trago em mim um conceito sobre amor que é algo bonito e recíproco. Tem que haver química, a mesma troca de olhar, o olhar na mesma direção, é preciso ter mesmos quereres, interesse mútuo, cumplicidade de sentimentos...Quem nunca acreditou estar perdidamente apaixonado e idealizou a sua paixão, depositando nela a responsabilidade de estar ali no outro a sua felicidade? Precisamos antes, nos amar, ter amor próprio para enxergar no outro um amor de verdade que nos completa e não tê-lo por dependência. Quando acreditamos que nossa felicidade depende do outro, tornamos o relacionamento algo pesado e difícil de levar. Amor implica bem-estar, sentir-se bem e perceber que está sendo um bem para o outro com a mesma procura e intensidade. Se o amor é unilateral, creio que não vale a pena investir nesse relacionamento. Uma hora haverá rupturas. E quando só um lado quer e muito, pode ser nocivo para ambos. A sensação de perda de um amor assim que se imagina “grande demais” é perigoso, pois a parte que ama, fica totalmente dependente, fragilizada, insegura. Vai querer fazer de tudo para o outro acredite que ambos se necessitam, quando a realidade é bem diferente...Sim, há Eloás adultas que tentam sair de um “relacionamento-prisão” e acabam sendo agredidas, violentadas ou mortas. É grande o número de mulher que vive com homem agressivo, violento e que a agride, que mesmo com toda violência diária doméstica, o relacionamento permanece porque ambos se perdoam, muitas vezes justificando “ele me ama, era ciúme” ou “ele havia ingerido bebida alcoólica”... Aceitar esse tipo de argumento, essa desculpa, faça-me o favor! Hoje em dia, não podemos mais compactuar com essa atitude retrógrada! O mundo evoluiu, a mulher também. Então por que viver num ambiente assim? Masoquismo? Não! Há sempre um meio melhor, uma saída. Difícil, eu sei... Melhor, porém, do que perder a própria vida.E as mulheres que se abrem, fazem cenas, declarações íntimas, se expõem para uma pessoa que muitas vezes só conhecem as palavras? Quando leio alguns textos no site, vejo mulheres declarando seu amor, sua paixão e mesmo “tesão” de uma forma banal, vulgar. Percebe o apelo, a carência, o desrespeito consigo mesmo – falta de amor próprio. E pelo teor do conteúdo, não há reciprocidade, é uma mendicância de atenção. Dá impressão de que estou mesmo num site de relacionamento, não literário. Sinto dó dessas mulheres que chegam a este ponto. Também já tive ilusões, fui jovem... Mas nunca deixei que meu amor superasse minha dignidade. Algumas mulheres podem me odiar por estar falando francamente assim, mas saibam que eu me incluo nesta lista de mulheres que entram em estado de êxtase quando lêem ou vêem alguém. Apaixonar-se ou acreditar estar apaixonada não é privilégio das mulheres jovens não. Mulheres mais maduras e mesmo as casadas se não se policiarem ficam com as cabeças nas nuvens com tipos sedutores. Quando me vejo inebriada, geralmente com poesias e começo a criar fantasias, vou logo dando três estaladas de dedo em frente dos meus olhos para sair do transe, voltar das nuvens, retornando para o mundo real. É ótimo estar apaixonada, faz-nos sentir vivas, alegres, renovadas. Mas estar apaixonada sendo correspondida é bem melhor.Quando acreditamos estar assim “perdidamente apaixonadas”, parece que ficamos com uma trava nos olhos impedindo-nos de perceber a realidade. Quando, por algum motivo ou luz divina, saímos deste estado catatônico que a paixão platônica nos causa; sentimos vergonha num misto de raiva por termos perdido tanto tempo com alguém que não soube acolher todo esse amor. Foi válido aquele sentimento de amor unilateral. Enquanto iludidas, viajamos, criamos um mundo fantasioso de belas situações e de finais felizes, concordam? Servem até de inspiração...Bem, cara amiga, já sabe... Se começar a ficar assim muito empolgada por alguém e começar a fazer coisas que normalmente não faz ou faria, estale os dedos......E siga feliz!


Djanira Luz

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Pensamentos tardios...

Sabe, estava pensando aqui "cá com meus botões".Deveria ser terminantemente proibido a qualquer 'ex', de qualquer espécie, o direito de voltar e dizer: "Sabe, descobri que quero você novamente" ou "Você sabe que me faz feliz" ou "Sinto saudade de você".Sei que possivelmente eu já tenha feito isso algumas vezes, assim como você e tantos outros. Sei que pode parecer muito duro, já que todos têm o direito ao arrependimento, a mudança de pensamento ou opinião. Mas vocês hão de convir comigo, muito mais duro é o tempo que se leva pra assimilar um "fim", "acabou".Não, não estou falando de negar o fato, pôr um sorriso hipócrita e tão amarelo quanto falso nos lábios, em nome de um suposto pensamento positivo, 'up', que tudo ficará bem se você sentir-se bem.Ah! Faça-me o favor... A criatura se sentindo um lixo, deixada de lado, trocada, abandonada, sozinha, um trapo humano (Tudo bem tô exagerando... mas vão me dizer que não é assim que todos, homens ou mulheres, se sentem?) e ainda ter que pôr um sorriso ridículo na cara pra que os demais seres vivos ao redor não se sintam incomodados com a sua tristeza?Já ouvi e já disse algumas vezes também (não sou adepta a esconder minhas próprias mazelas): "Não quero que sintam pena de mim!". Mas de que adianta esconder dos outros, se nesse momento a gente só se enche de uma puta de autocomiseração?Alô!!!! Galera!!! Todo fim dói muito!Mesmo aqueles já "com morte anunciada". Mesmo os agendados. Mesmo aqueles que eram mais certos que o começo. Todo fim dói.Eu me recuso a vestir a máscara do "tudo bem" enquanto morro por dentro. Sem exageros é claro, que ninguém tem obrigação de me agüentar... Mas daí a ter que estar "suuuuuuuuuuuperrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr bem" sempre e o tempo todo, nem pensar. Não gostou do meu estado de espírito? Dê-me espaço, vai ver eu realmente preciso respirar um pouco sozinha. Quer ajudar? Fica ali do lado, segura na mão, oferece colo, ombro... Mas deixa essa dor sair.Acho que é como minha mãe dizia dos pequenos furúnculos que aparecem nas crianças: "Quando estourar tem que sair tudo. Se guardar é pior".A isso eu chamo 'coerência comigo mesma'. Se me alegrou, eu sorrio. Se doeu, eu grito. Se me entristeceu, eu choro. Não adianta tentar enganar os outros, quem dirá a si mesmo!Somos seres sociais, se é que vocês ainda não perceberam. A gente enlouquece se não tiver ao menos um tonto na linha do outro lado dizendo: "Em que posso ajudá-lo?" (sem falar no que se dizem 'ilhas', mas não vivem sem a nova modalidade de 'rocha para ermitãos', chamada Internet. Sozinho, porém com bilhões de pessoas). No fundo, queremos alguém pra partilhar, não precisa ser namorado ou namorada, marido ou esposa, amante. Pode ser amigo, colega, contato no MSN, Chat, orkut, 'yogurte', "qualquer-desses-uts-da-vida-hoje". E é por isso que o 'fim' dói.Sentimos a perda, a falta. Parece que o mundo acabou pela falta de um. Parece que a dor é tanta, como se tivessem levado um pedaço de nós junto com eles.DóiMachucaDilaceraFaz as lágrimas descerem copiosas pelo rosto.Tira-nos a vontade de estarmos com todos os outros milhares de pessoas que estão, e continuam ao nosso redor.Até que percebemos justamente isso. Temos milhares de pessoas ao nosso redor. Boas pessoas, pessoas engraçadas, pessoas amáveis, pessoas certinhas, erradinhas, cuidadozinhas, estabanadinhas e por aí vai.E eu não estou falando em viver um dramalhão mexicano por-todos-os-sofríveis-últimos-anos-da-vida. Não é isso! Porque até os/as muito sofridos (as) heróis/heroínas mexicanas têm finais felizes. Que ninguém é de ferro, né? Nem nas novelas!Tô falando em dor, sofrimento natural, sentimento.Com o tempo a gente volta a sorrir, com o tempo a gente volta a perceber as pessoas, as coisas, as cores, as belezas. Com o tempo. E por mais que seja um ditado batido: O Tempo cura! E não tô falando em esquecer, mas de curar. Como a feridinha, que deixou a cicatriz, mas não dói mais. Curada.É um ciclo natural. Se alguém não consegue sair disso, precisa mais que ombro ou lencinho, precisa se tratar: "Porque não há dor que dure para sempre".Só, que nesse meio tempo, entre a ferida aberta e a cicatriz, alguns dos digníssimos senhores e senhoras portadores do "fim", "não dá mais", "é melhor a gente dar um tempo", "acho que não podemos mais ficar juntos", "precisamos de espaço", "vai embora", "me esquece", etc-e-tals, resolvem que precisam de nós, que necessitam dramaticamente da nossa presença, que carecem desesperadamente que voltemos pra eles/elas.Bom, quem nunca fez isso que atire a primeira pedra (mesmo que tenhamos que nos esconder atrás do escudo pelas pedras dos hipócritas). Mas se me permitem um desabafo: VÁ SE DANAR!!!!Dias de dor, coração apertado, sentimento de rejeição, pra num belo dia o causador chegar e dizer (subliminarmente): "Pô, foi mal... enganei-me. Achei que você era um pé-no-saco, mas descobri que só você me agüenta”.O pior é que isso só acontece quando já se está a mais de meio caminho andado da "cura". Mais feliz, mais tranqüilo, mais “dono-de-si". Geralmente quando se deu espaço pra outra pessoa tentar, ao menos, derrubar as barreiras impostas pelo coração dolorido. Aí, vem a droga do 'radar de ex'. Já falei sobre minha teoria do 'radar de ex'? Não? Pois bem. Vocês nunca se perguntaram como é que uma pessoa que há tempos sequer fala com você, de repente tem uma louca saudade de você? Uma vontade incontida de saber como você está? Um alucinante desejo de ter você por perto novamente? E justamente quando tudo o que você não precisa é a presença dessa pessoa (porque geralmente você está engatando uma nova amizade/namoro/relacionamento). Não perceberam isso? É o radar de 'ex'. É incrivelmente infalível! Eles (os ex) sempre aparecem. E o pior: cheios de amor pra dar! Com aquelas frases que esperamos por tanto tempo pra ouvir de suas bocas, mas que nunca vieram, até ali!Isso devia ser proibido.A fila anda!!!! E quem já passou a vez, passou!!!!Quer ser amigo, sejamos... Cada um na sua.Tô pedindo demais? É, tô.Mas não custa nada reclamar, até porque no dia que eu perder a minha capacidade de me indignar com as coisas pode contar... Eu morri.Não pensem que escrevo esse texto olhando pra fora. Não. Olho pra mim. Olho pras vezes que eu fui a 'ex'. Pras horas em que meu alerta do 'radar de ex' tocou. E penso em ser mais ponderada. Mas também olho pra fora, para aqueles que não perceberam que o fim dói, mesmo que o sorriso amarelo esteja lá, ainda assim dói.Ainda assim, dói.Mas se é verdadeiro, mesmo... Se a saudade foi maior, se a vontade de estar perto for tão grande que valha a pena voltar e pedir 'perdão' ou pedir pra ficar, bom... Imagino que nenhum de nós vá se importar em 'sofrer' um pouco a vingança-natural-da-dor, não é?Se for o que se quer, voltar, aprenda a ser paciente, a esperar, a perseverar ou até de entender um "não quero mais". Porque também se tem o direito de errar, mas não de fazer sofrer. E pra tudo se tem um preço na vida! As colheitas são sempre certas.Mas uma coisa tenho certeza, depois que as 'curas' vêm, tudo fica mais fácil... Até dizer um "até logo" fica mais agradável.Por que escrevi isso? Sei lá... Pensamentos tardios de uma mente que não aprendeu a parar.

Cau Alexandre

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Paciência...


Ah! Se vendessem paciência nas farmácias e supermercados... Muita gente
iria gastar boa parte do salário nessa mercadoria tão rara hoje em dia.
Por muito pouco a madame que parece uma "lady" solta palavrões e berros que
lembram as antigas "trabalhadoras do cais"... E o bem comportado executivo?
O "cavalheiro" se transforma numa "besta selvagem" no trânsito que ele
mesmo ajuda a tumultuar...

Os filhos atrapalham, os idosos incomodam, a voz da vizinha é um tormento,
o jeito do chefe é demais para sua cabeça, a esposa virou uma chata, o
marido uma "mala sem alça". Aquela velha amiga uma "alça sem mala", o
emprego uma tortura, a escola uma chatice.

O cinema se arrasta, o teatro nem pensar, até o passeio virou
novela.

Outro dia, vi um jovem reclamando que o banco dele pela internet estava
demorando a dar o saldo, eu me lembrei da fila dos bancos e balancei a
cabeça, inconformado...

Vi uma moça abrindo um e-mail com um texto maravilhoso e ela
deletou sem sequer ler o título, dizendo que era longo demais.

Pobres de nós, meninos e meninas sem paciência, sem tempo para a
vida, sem tempo para Deus.

A paciência está em falta no mercado, e pelo jeito, a paciência
sintética dos calmantes está cada vez mais em alta.

Pergunte para alguém, que você saiba que é "ansioso demais" onde
ele quer chegar?

Qual é a finalidade de sua vida?

Surpreenda-se com a falta de metas, com o vago de sua resposta.

E você?
Onde você quer chegar?
Está correndo tanto para quê?
Por quem?
Seu coração vai agüentar?
Se você morrer hoje de infarto agudo do miocárdio o mundo vai
parar?
A empresa que você trabalha vai acabar?
As pessoas que você ama vão parar?
Será que você conseguiu ler até aqui?

Respire... Acalme-se...

O mundo está apenas na sua primeira volta e, com certeza, no final
do dia vai completar o seu giro ao redor do sol, com ou sem a sua
paciência...

NÃO SOMOS SERES HUMANOS PASSANDO POR UMA EXPERIÊNCIA ESPIRITUAL... SOMOS
SERES ESPIRITUAIS PASSANDO POR UMA EXPERIÊNCIA HUMANA.


Arnaldo Jabour

domingo, 12 de outubro de 2008

O amor acaba...


O amor acaba. Numa esquina, por exemplo, num domingo de lua nova, depois de teatro e silêncio; acaba em cafés engordurados, diferentes dos parques de ouro onde começou a pulsar; de repente, ao meio do cigarro que ele atira de raiva contra um automóvel ou que ela esmaga no cinzeiro repleto, polvilhando de cinzas o escarlate das unhas; na acidez da aurora tropical, depois duma noite votada à alegria póstuma, que não veio; e acaba o amor no desenlace das mãos no cinema, como tentáculos saciados, e elas se movimentam no escuro como dois polvos de solidão; como se as mãos soubessem antes que o amor tinha acabado; na insônia dos braços luminosos do relógio; e acaba o amor nas sorveterias diante do colorido iceberg, entre frisos de alumínio e espelhos monótonos; e no olhar do cavaleiro errante que passou pela pensão; às vezes acaba o amor nos braços torturados de Jesus, filho crucificado de todas as mulheres; mecanicamente, no elevador, como se lhe faltasse energia; no andar diferente da irmã dentro de casa o amor pode acabar; na epifania da pretensão ridícula dos bigodes; nas ligas, nas cintas, nos brincos e nas silabadas femininas; quando a alma se habitua às províncias empoeiradas da Ásia, onde o amor pode ser outra coisa, o amor pode acabar; na compulsão da simplicidade simplesmente; no sábado, depois de três goles mornos de gim à beira da piscina; no filho tantas vezes semeado, às vezes vingado por alguns dias, mas que não floresceu, abrindo parágrafos de ódio inexplicável entre o pólen e o gineceu de duas flores; em apartamentos refrigerados, atapetados, aturdidos de delicadezas, onde há mais encanto que desejo; e o amor acaba na poeira que vertem os crepúsculos, caindo imperceptível no beijo de ir e vir; em salas esmaltadas com sangue, suor e desespero; nos roteiros do tédio para o tédio, na barca, no trem, no ônibus, ida e volta de nada para nada; em cavernas de sala e quarto conjugados o amor se eriça e acaba; no inferno o amor não começa; na usura o amor se dissolve; em Brasília o amor pode virar pó; no Rio, frivolidade; em Belo Horizonte, remorso; em São Paulo, dinheiro; uma carta que chegou depois, o amor acaba; uma carta que chegou antes, e o amor acaba; na descontrolada fantasia da libido; às vezes acaba na mesma música que começou, com o mesmo drinque, diante dos mesmos cisnes; e muitas vezes acaba em ouro e diamante, dispersado entre astros; e acaba nas encruzilhadas de Paris, Londres, Nova Iorque; no coração que se dilata e quebra, e o médico sentencia imprestável para o amor; e acaba no longo périplo, tocando em todos os portos, até se desfazer em mares gelados; e acaba depois que se viu a bruma que veste o mundo; na janela que se abre, na janela que se fecha; às vezes não acaba e é simplesmente esquecido como um espelho de bolsa, que continua reverberando sem razão até que alguém, humilde, o carregue consigo; às vezes o amor acaba como se fora melhor nunca ter existido; mas pode acabar com doçura e esperança; uma palavra, muda ou articulada, e acaba o amor; na verdade; o álcool; de manhã, de tarde, de noite; na floração excessiva da primavera; no abuso do verão; na dissonância do outono; no conforto do inverno; em todos os lugares o amor acaba; a qualquer hora o amor acaba; por qualquer motivo o amor acaba; para recomeçar em todos os lugares e a qualquer minuto o amor acaba.


Paulo Mendes Campos

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Quanto tempo será que demora...


"Acordei com o seu gosto e a lembrança do seu rosto...

Por quê você se fez tão linda???

Mas agora você vai embora, quanto tempo será que demora??? Um mês pra passar...

A vida inteira de um inseto...

Um embrião pra virar feto...

A folha do calendário...

O trabalho pra ganhar um salário...

Mas daqui a um mês quando você voltar...A lua vai tá cheia e no mesmo lugar!!!

Se eu pudesse escolher outra forma de ser...Eu seria você!!!

E a saudade em mim agora, quanto tempo será que demora??? Um mês pra passar...

Ser campeão da copa do mundo...

Um dia em Saturno...

Pra criança que não sabe contar, vai levar um tempão!!!

Mas daqui a um mês quando você voltar...A lua vai tá cheia e no mesmo lugar!!!

Mas daqui a um mês quando você voltar...A lua vai tá cheia e no mesmo lugar!!!

Mas daqui a um mês quando você voltar...A lua vai tá cheia e no mesmo lugar!!!"


Biquini Cavadão


quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Um dia descobrimos...



Um dia descobrimos que beijar uma pessoa para esquecer outra, é bobagem. Você não só não esquece, como pensa muito mais nela... Um dia percebemos que se apaixonar é inevitável e que as melhores provas de amor são as mais simples. Percebemos que o comum não nos atrai e que ser classificado como o bonzinho NÃO É BOM... Perceberemos que a pessoa que nunca te liga é a que mais pensa em você... Perceberemos a importância da frase: "Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas"... Percebemos que somos muito importante para alguém mas não damos valor a isso... Um dia percebemos como aquele amigo faz falta, mas aí já é tarde demais... Aprendemos que "não se ama pelo que se tem de belo, e sim, pelo que se tem de raro, por isso, raramente se ama." Enfim, aprendemos que o tempo é curto... O jeito é: ou nos conformamos com a falta de algumas coisas na nossa vida ou lutamos para realizar todas as nossas loucuras... Quem não compreende um olhar, tão pouco compreenderá uma longa explicação.


Autor desconhecido

Expectativas...


Quando depositamos muita confiança ou expectativas em uma pessoa, o risco de se decepcionar é muito grande.
As pessoas não estão neste mundo para satisfazer nossas expectativas, assim como não estamos aqui para satisfazer as delas.
Temos que nos bastar.
Nos bastar sempre e, quando procurarmos estar com alguém, fazer isso ciente de que estamos juntos porque gostamos, porque queremos e nos sentimos bem, mas nunca por precisar de alguém.
As pessoas não se "precisam".
Elas se "completam".
Não por serem metades, mas por serem pessoas inteiras, dispostas a dividir objetivos comuns, alegrias e vida.
Autor desconhecido