domingo, 28 de setembro de 2008

Soneto da fidelidade...


De tudo ao meu amor serei atentoAntes, e com tal zelo, e sempre, e tanto que mesmo em face do maior encanto dele se encante mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momento...E em seu louvor hei de espalhar meu canto...E rir meu riso e derramar meu pranto...Ao seu pesar ou seu contentamento
E assim, quando mais tarde me procure...Quem sabe a morte, angústia de quem vive...Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor (que tive) :

Que não seja imortal, posto que é chama...Mas que seja infinito enquanto dure.


Vinícius de Moraes

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